Assim que Gabriel voltou para a capital, foi ver Marisa.
Marisa comia de cabeça baixa. Lembrando-se de algo, disse: — Da última vez, você voltou com tanta pressa para a Ilha das Flores, aconteceu alguma coisa?
Ele abaixou a cabeça e colocou comida na tigela de Marisa. A voz soava suave: — Nada demais. A saúde do velho não está muito boa, voltei para fazer companhia por uns dias.
Marisa ergueu o rosto: — E já está tudo bem? O que os médicos disseram?
Gabriel: — Está tudo bem. Um probleminha.
Ouvindo que não era nada, ela se tranquilizou. — Menos mal. Doenças em idosos não podem esperar, devem ser tratadas assim que descobertas.
— Sim.
Ele olhou para a pessoa à sua frente, e os cantos da boca se ergueram num sorriso: — Há quanto tempo. Como você está?
— Eu, eu estou bem. A final já está preparada. Assim que o evento beneficente passar, vai começar.
Marisa estendeu a mão, pegou o guardanapo oferecido por Gabriel, limpou a boca e colocou a bagunça da mesa em uma sacola.
Ele perguntou de repente: — Fiquei sabendo que você e Lorenzo cuidaram da papelada?
Marisa hesitou, mas depois assentiu. — Sim. Passando o período de reflexão, vamos assinar o divórcio.
Gabriel a observou, mexeu os lábios, mas por fim não disse mais nada, apenas: — Que bom. Então, parabéns adiantado por recuperar a liberdade.
— Obrigada.
— Marisa, tem uma cliente lá fora procurando você.
Com batidas na porta, Júlia enfiou metade da cabeça para dentro.
Marisa assentiu e jogou o guardanapo no lixo. — Terminei de comer. Coloque a cliente na sala de recepção, já vou.
— Certo.
Vendo que Marisa ainda tinha trabalho, Gabriel levantou-se e abotoou o paletó.
— Então vá trabalhar. Eu tenho coisas a resolver na empresa.


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