Bruno enviou a mensagem, mas ele não viu.
Naqueles dias, ele tinha apenas Débora ao seu lado.
Portanto, foi ela quem mexeu no celular dele.
Lorenzo massageou o espaço entre as sobrancelhas, sentindo um cansaço. — Vá investigar. Quando tiver resultados, me avise.
— Certo.
Quando Bruno saiu, deu de cara com Débora voltando de viagem. Ele se surpreendeu, mas logo acenou com a cabeça.
Ele estava tentando adivinhar se ela havia escutado a conversa de agora.
— Assistente Castro, estas são algumas lembrancinhas de Vila Serena. Pegue uma.
Bruno viu que sua expressão estava normal, sem nenhuma alteração no rosto. Ele assentiu, agradeceu e saiu.
Observando as costas dele, os cantos da boca de Débora se moveram.
— Lorenzo.
Débora entrou e colocou as coisas que segurava na frente dele. — Trouxe uns biscoitos folhados para você. Os que mais gostava de comer quando criança.
Lorenzo levantou os olhos, e seu olhar pousou nela com um ar investigativo.
— O que foi, Lorenzo? Por que está me olhando assim?
Lorenzo desviou o olhar, e sua expressão voltou ao normal: — Como foi a viagem?
Ela sorriu, contornou a mesa de centro a passos curtos e sentou-se de frente para Lorenzo.
— Foi muito boa. A dona Zilda cuidou muito de mim pelo caminho.
Nesses dois dias, ele estava investigando o assunto do pai de Marisa, por isso enviou Débora para participar de um seminário em outra cidade.
Não esperava que terminasse mais rápido do que o previsto.
Débora abriu os biscoitos. Como estavam em um recipiente térmico, ainda retinham um pouco de calor.
Ela pegou um sabor amora, partiu ao meio e entregou uma das metades a Lorenzo.
— Aqui, seu sabor preferido.



VERIFYCAPTCHA_LABEL
Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Sem Perdão: Sua Ajuda Matou Meu Pai