Débora se assustou: — O que você quer dizer com isso?
— Você espera que um homem que sequer reconhece o próprio pai biológico tenha consciência?
— Já que isso envolve a Família Costa, as coisas ficam interessantes.
Vendo a atitude de seu pai, Débora percebeu que ele tinha um plano.
Ela perguntou com cautela: — Pai, o que você pretende fazer?
O Sr. Valente abaixou o copo, desviando o olhar: — Você não precisa fazer perguntas sobre isso. Apenas foque em fazer bem as suas próprias coisas.
— Daqui a dois dias eu tenho um jantar com alguém importante. Você irá comigo.
Ele pegou o chá da mesa, colocou-o na frente de Débora e deu um tapinha no ombro dela.
— Criei você durante todos esses anos, agora chegou o momento de retribuir tudo o que eu fiz por você.
O corpo de Débora tremeu levemente. Ela olhou para as costas dele se afastando, e uma memória desconfortável invadiu sua mente de repente.
Ela olhou para a xícara de chá à sua frente e a pegou.
Não. Ela de repente se deu conta de algo.
O que seu pai acabara de dizer sobre Marisa ser tão difícil de lidar.
Lembrou que Camila tinha batido no seu carro poucos dias antes de morrer em um acidente estranho, e um arrepio gelado percorreu todo o seu corpo. Será que tudo aquilo não foi um acidente, mas sim um plano armado por alguém?
Lorenzo?
Ou Gabriel?
—
Quando Marisa chegou ao estúdio, Júlia e todos os funcionários estavam do lado de fora para recebê-la.
— Marisa, viemos de propósito para comemorar sua alta do hospital e sua vitória no campeonato.
Marisa sorriu ao pegar as flores das mãos de Júlia e disse a todos: — Vocês trabalharam duro esses dias. Eu vi os relatórios que a Júlia enviou, estão muito bons.
Caio se aproximou, bajulando: — Se a equipe é boa, não é mérito da líder?
— A chefe excelente só consegue uma equipe incrível, não é mesmo?

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