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Sem Perdão: Sua Ajuda Matou Meu Pai romance Capítulo 171

Marisa riu de si mesma. Fora muito ingênua na época.

Como o homem que dominava o mundo dos negócios poderia se emocionar com suas coisas tão comuns?

Na verdade, ela já havia percebido a frieza de Lorenzo, mas não queria admitir.

Na época, ela riu da pena que sentia de Débora, mas ela mesma também era digna de pena.

Entre eles ainda existia algum afeto verdadeiro; e ela, o que tinha?

Apenas negligência sem fim e inúmeros olhares de desprezo.

Por isso, às vezes Marisa realmente achava que chegar àquele ponto fora culpa sua.

Ela se virou e olhou pela janela. As luzes das casas lá fora brilhavam intensamente.

Ela não queria mais olhar para trás; os dias passados eram apenas uma doce ilusão embalada por suas fantasias.

A dor que suportou depois, essa sim, era real.

Fui extremamente tola de abandonar tudo o que eu era por um homem, iludindo-me com a ideia de que um dia ele ia me amar de verdade.

Prejudicou a si mesma e à sua família.

A luz da lua invadiu todo o quarto, o sono começou a tomar conta do seu corpo e ela fechou os olhos devagar, repetindo para si mesma: Marisa, não olhe nunca mais para o passado.

—

Como Débora apareceu de repente no local do acidente, a polícia a convocou várias vezes.

Quando ela chegou em casa, o Sr. Valente estava sentado preparando chá.

— Você tem alguma coisa a ver com aquele assunto da Camila?

O pai de Camila havia sido motorista da família Valente, então o Sr. Valente se lembrava dela.

Ele também lembrava que aquela competição foi sabotada por ela.

O coração de Débora falhou uma batida. — Não, eu só estava passando por lá e vi, por isso fui convocada.

O Sr. Valente a olhou com indiferença e zombou: — Faz sentido. O que de tão grandioso eu poderia esperar de você?

Ela abaixou a cabeça, caminhou lentamente e sentou-se de frente para o Sr. Valente.

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