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Sem Perdão: Sua Ajuda Matou Meu Pai romance Capítulo 145

Lorenzo virou a cabeça e olhou para o quarto da frente, relembrando o que Diego dissera na noite anterior.

Aquela mesma sensação de fraqueza tomou conta dele outra vez.

Com a expressão pesada, deitou-se de novo: — Vai fechar a porta. Não deixe a Marisa saber que estou aqui.

Bruno olhou para o corredor, depois para Lorenzo, confuso.

Mas obedeceu e fechou a porta.

Será que o patrão está fazendo charme pra não ver a esposa?

Mas, com ele entrando e saindo toda hora e o Sr. Diego no quarto ao lado, seria difícil não perceberem.

Ao ver que a porta estava totalmente fechada, sem nenhuma fresta, Lorenzo virou para o lado com a cara amarrada e fechou os olhos.

— Aliás, o médico disse que o senhor não pode comer ainda, mas pode beber água morna.

Nenhuma resposta do outro lado.

— A água está na mesinha de cabeceira.

Continuou em silêncio.

Ele tentou a sorte: — Eu vou sair. Qualquer coisa o senhor me chama.

Vendo que o homem na cama continuava mudo, Bruno entendeu que o chefe estava de mau humor e saiu de fininho.

Ao sair, deu de cara com Diego, que vinha em sua direção.

Diego já havia trocado de roupa. Ele ergueu o queixo em direção à porta.

— Já acordou, mas não quer falar com ninguém. — explicou Bruno.

Diego suspirou e acenou com a mão para ele.

— Espera.

Ele se lembrou de algo e avisou: — Não deixe a família Valente saber disso, principalmente a Débora.

Não quero que essa mulher falsa apareça e estrague tudo nesse momento tão importante.

Bruno desviou o olhar, logo entendeu o recado e assentiu.

— Então o senhor fica aqui, Sr. Diego. Eu preciso dar um pulo na empresa.

— Vai lá.

Quando Diego entrou, Lorenzo estava deitado de costas para ele.

— Eita, deixa eu ver quem é que tá aqui sem dar um pio?

Tinha a mesma cara de soco de sempre.

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