A porta da sala de emergência foi aberta.
Os profissionais de saúde, vestidos de branco, saíram com uma expressão rígida.
— Quem aqui é da família da paciente?
Lorenzo rapidamente avançou. — Eu sou.
O médico respondeu: — A paciente perdeu muito sangue. O hospital recebeu uma gestante com sangramento grave ainda no fim do dia e agora há uma crise no estoque do banco de sangue, precisamos de sangue O.
Bruno e o diretor da emergência trocaram um olhar, claramente sem saber como ajudar.
A expressão de Lorenzo endureceu. — Eu tenho sangue tipo O, eu dou.
Com isso, Bruno se lembrou. — É mesmo, nosso chefe é tipo O.
O médico concordou e ordenou para a enfermeira atrás dele. — Vá rápido.
— Por favor, senhor, me acompanhe.
A enfermeira guiou Lorenzo até a sala de doação.
Bruno parecia aflito. Chegaram ao nível da transfusão de sangue, o que significava que o estado dela era muito pior do que ele imaginava.
— Médico, e quanto à paciente aí dentro?
O diretor da emergência também interveio. — Sim, é a esposa do Sr. Valli que está aí dentro, qual é o estado dela?
O médico tirou a máscara. — A ferida sofre de contusão dos tecidos moles. A clavícula e as costelas esquerdas fraturaram no impacto com o volante, os pedaços perfuraram o pulmão esquerdo, e está vazando muito sangue para o tórax.
— Então... É muito perigoso? — Bruno perguntou cauteloso, dando um passo à frente.
— Conseguimos controlar o ferimento por enquanto, estamos drenando o sangue acumulado no peito dela. Mas o risco de hemorragia continua, e o banco de sangue está com estoque baixo. Precisamos prevenir uma perda excessiva no meio da cirurgia.
O diretor ao lado também explicou: — Duas horas atrás a gestante com sangramento ocupou quase o estoque inteiro de sangue do hospital. Pegar um pouco agora é uma medida preventiva para impedir a queda dos índices.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Sem Perdão: Sua Ajuda Matou Meu Pai