Abrindo a porta, Lorenzo pisou fundo no acelerador, conduzindo o veículo até o local do acidente.
O pânico nos seus olhos nunca foi tão forte. Ele só conseguia torcer para que Marisa estivesse bem, sem espaço para outros pensamentos, enquanto suas mãos tremiam ao segurar o volante.
Torcia para que aquela mensagem tivesse sido um erro.
Queria ligar para Giovana e ver se Marisa estava em casa, mas o número antigo de Marisa já estava inativo.
O maxilar de Lorenzo estava tenso e ele franzia o cenho com força.
O coração quase saltava pela boca.
O carro seguia em alta velocidade. Assim que deixou a pista principal, Bruno ligou.
— Diga. — A voz dele soava com um pingo de esperança.
Mas a mensagem do outro acabou com essa esperança por completo.
— Ocorreu mesmo um acidente na Rua Xinglin, e o carro é da senhora.
A garganta de Lorenzo se apertou, e as mãos no volante ficaram brancas, assustadoras.
— Qual hospital?
— No Hospital Central. Já confirmei com eles e estou a caminho.
— Chefe, a senhora com certeza será abençoada. Ela vai ficar bem.
Ao escutar que era o Hospital Central, Lorenzo deu meia-volta bruscamente.
Sua mente estava apenas no destino. Não escutou nem mais uma palavra de Bruno.
Quando Bruno lhe enviou as informações, Lorenzo pisou fundo até o hospital.
Ao sair do carro, as pernas fraquejaram e ele caiu de joelhos no chão, rasgando a palma da mão no cascalho.
Ele não ligou para o diretor da emergência na porta. Perguntou onde era e correu para o departamento.
O elevador estava demorando, então ele abriu a porta das escadas de emergência sem pensar e subiu direto até o quinto andar.
A luz da sala de cirurgia ainda estava acesa.
Na porta, a equipe de limpeza tirava as marcas de sangue do chão.
Lorenzo ofegava pesadamente. Ao ver aquele sangue, pareceu ter perdido a capacidade de pensar.

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