— Tudo bem.
Ele desligou o celular. A enfermeira apertou o ponto de sangramento e tirou a agulha.
— Pode ir, senhor.
Lorenzo cobriu com o algodão e abaixou a manga da camisa.
Ao sair, Bruno estava de pé do lado de fora.
Vendo que Lorenzo saiu, ele pegou seu paletó.
— Chefe, você não quer almoçar primeiro? Não comeu nada hoje e ainda doou sangue. Temo que depois você sinta tontura.
— Não precisa.
Marisa continuava no centro cirúrgico. Ele não conseguiria engolir nada.
Seu telefone tocou novamente, dessa vez era o pai dele.
Ele franziu a testa, recusou a chamada e ajustou o celular para o silencioso.
Ele não tinha condições de lidar com isso no momento.
— Como anda a investigação?
Bruno demonstrou apreensão. — O pessoal encontrou o carro do responsável no subúrbio e agora estão conduzindo a avaliação.
Ele pausou um instante e baixou os olhos. — Porém o criminoso fugiu, mas pelo que podemos julgar pelas câmeras nos cruzamentos, era uma mulher.
— Só que ela usava uma máscara cobrindo metade do rosto, não sabemos sua feição nem podemos verificar os detalhes com as autoridades, e achá-la exigirá mais um tempo.
— Ainda bem que os policiais identificaram sangue no lado do passageiro, portanto ela pode estar machucada.
Lorenzo franziu a testa.
Era uma mulher...
Logo, lhe ocorreu apenas uma pessoa em mente.
— Cheque Débora Valente, saiba para onde foi e com quem se encontrou.
Bruno ficou rígido, e depois concordou.
Na hora de sair, seu telefone começou a tocar. Era Otávio.
— Chefe, o Otávio está ligando.
Lorenzo deu uma olhada e permaneceu quieto.
Entendendo tudo, Bruno deixou tocar.

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