Jade abriu a porta e o corredor estava completamente vazio.
— Não tem ninguém.
Gabriel não disse mais nada e saiu do compartimento.
— Já chega, já falei o que precisava, faça como quiser.
Jade ameaçou falar, mas se calou, vendo-o partir, retorcendo a boca a contragosto.
No vão da escada ao lado, Marisa se encostou na parede, com o coração batendo rápido.
Talvez pela sensação imoral de bisbilhotar a conversa alheia, ela optou de imediato por se esconder.
Só quando não havia mais nenhum som vindo do compartimento é que ela saiu devagar.
No segundo seguinte, o celular tocou, era uma mensagem de Gabriel.
[Eu terminei, onde você está?]
Para se afastar um pouco mais daquele local de antes, Marisa seguiu adiante pelo corredor.
Ela olhou ao redor, abaixou a cabeça para digitar e não olhou para o caminho.
Na esquina, ela esbarrou diretamente numa barreira física, torceu o pé e quase caiu.
Sorte que Gabriel reagiu rápido, agarrando-a pela cintura e evitando uma cena desajeitada.
— Cuidado.
Com a respiração dele tocando o seu rosto, Marisa percebeu o quão perto estavam.
Ela estava totalmente nos braços de Gabriel.
Ela tentou se afastar, mas a dor que veio do tornozelo a fez cair de volta.
— Você torceu o pé?
Marisa franziu a testa e então assentiu com hesitação.
— Eu te levo de volta para a sala de descanso.
Assim que ele terminou de falar, Marisa foi erguida do chão num piscar de olhos, a sensação de falta de peso a fez abraçar o pescoço dele instintivamente.
— Gabriel.
Ainda havia pessoas no corredor, e tanto destaque a deixou um pouco envergonhada no momento.
Ela baixou o tom de voz: — É melhor me colocar no chão, eu consigo andar.
— Não se preocupe, ninguém está olhando.
Gabriel a carregou pelos corredores, e quando passaram por pessoas na porta, ela instintivamente virou o rosto.

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