Ele sentou-se na beirada do sofá, pegou um cobertor ao lado e a cobriu na perna.
— Obrigada.
Gabriel ergueu os olhos e só então notou que os lábios dela estavam ligeiramente inchados e o batom, quase imperceptível.
Ele perguntou: — Você... encontrou o Lorenzo agora há pouco?
Ao ouvir isso, Marisa tocou seus próprios lábios instintivamente.
Pelo movimento, Gabriel soube que tinha adivinhado certo.
— Sim, a Débora veio me procurar agora, e ele foi atrás em seguida.
— Débora? O que ela queria com você? E eles te deixaram em alguma situação difícil?
Marisa balançou a cabeça: — Não, ela só veio me aconselhar a me divorciar de Lorenzo.
— Entendi.
Gabriel respondeu com um murmúrio calmo, sem revelar nenhuma emoção na voz.
Ele olhou para o relógio de pulso, já não era cedo.
— Fica bom para você se arrumar e tudo o mais? Quer que eu chame uma garçonete?
— Não precisa, já não está doendo agora, pode ir descansar.
Diante disso, Gabriel não falou mais nada, apenas colocou os chinelos aos pés dela.
— Está bem, eu estou na porta ao lado, me mande mensagem se precisar de algo.
— Sim. — Marisa concordou.
Ele fechou a porta de leve, e o corredor ficou silencioso.
Ele pensava que não poderia deixar Lorenzo continuar a persegui-la daquele jeito.
Aquele divórcio precisava acontecer sem falta.
—
Diego apoiou-se na mesa, olhando o homem que estava sentado ao lado da janela com um semblante de preocupação.
Já tinha se passado meia hora, desde que voltara, o homem não falara nada.
Ele havia tentado muitos métodos e puxado inúmeros assuntos, mas no fim, o outro não tinha lhe dado atenção alguma.
— Ei, não há necessidade disso. Não foi apenas um tapa? Levar um tabefe da esposa não é grande coisa, não é?
Ele tentava confortá-lo.
— Quando ela te bateu, ela também sentiu dor. Se o coração não sofreu, ao menos as mãos ficaram doloridas.

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