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Sem Perdão: Sua Ajuda Matou Meu Pai romance Capítulo 118

— Lorenzo, não me faça sentir ainda mais nojo de você.

Ela direcionou um olhar aos dois à sua frente antes de ir embora.

Assim que se aproximou, Diego deparou-se com o evento: o sangue no canto da boca e a marca do tapa no rosto.

Era impossível não desvendar os acontecimentos anteriores.

Marisa o ultrapassou, passando perto do seu ombro, ele abriu a boca para falar: — Marisa... você.

Mas ela sequer ligou para a sua presença e sumiu pelos corredores com uma fisionomia carrancuda.

Débora só foi em frente quando Marisa desapareceu da vista.

As pontas dos seus dedos tremiam levemente, não ousava tocar nele.

— Lorenzo, o seu rosto.

O lado esquerdo estava escarlate, notava-se a carga bruta com que o ataque houvera sido feito.

O homem não se moveu do local, seus olhos estavam opacos e ainda se encontrava afetado pela ocorrência.

— O que está acontecendo aqui?

Diego formou uma ruga na testa, fitando o rosto de Lorenzo.

Como ele se machucou daquela forma em tão pouco tempo?

— Nossa, como bateu forte.

Lorenzo retomou sua postura aos poucos e tirou as marcas de sangue.

Sem nem voltar a vista para os presentes, muito menos soltar uma frase.

Caminhou para longe num estado mudo.

Diego balançou a cabeça avaliando aquelas costas desoladas.

— Realmente, os heróis sempre encontram a barreira de uma linda moça.

— Você precisa colocar um curativo, me espere, Lorenzo.

Ele terminou sua frase e o perseguiu.

Débora sobrou sozinha no parapeito, o canto da sua boca tremia com fúria.

Ela jamais acompanhara um Lorenzo em estado semelhante de perda e desalento.

Será que os sentimentos dele estavam nela agora?

O que a credenciava àquilo, Marisa?

Ela apertou as contas de jade com toda a força, com vontade de quebrá-las todas em pedacinhos.

—

Marisa andava rapidamente pelo navio, talvez confusa de raiva, virando para um lado e para o outro até acabar meio perdida.

Ela franziu a testa, o rosto sombrio.

Que falta de sorte, toda vez que esbarrava com Lorenzo era azar.

Aquele maldito.

Ela se apoiou na parede e balançou o pé.

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