Pedro segurou Clara com firmeza, o corpo dele um escudo contra a multidão hostil. O braço que ele usou para apará-la latejava um pouco com o impacto.
—Você se machucou? — ela perguntou, a preocupação em sua voz genuína.
—Não foi nada. — ele a tranquilizou.
A Sra. Farias, vendo seu alvo sendo protegido por um homem bonito e bem-vestido, não se deu por vencida. Sua histeria buscou um novo alvo.
—E quem é você? O amante? Veio defender sua vadia?
Antes que Pedro pudesse responder, o Dr. Farias, que estava congelado de horror, finalmente se moveu. Seus olhos se arregalaram ao reconhecer o rosto de Pedro. Não era apenas um homem bonito. Era Pedro Rocha. O único herdeiro dos Rocha Empreendimentos, uma das famílias mais ricas e poderosas do Brasil, com um império que ia da construção civil à tecnologia. Fazer inimizade com ele era suicídio profissional e social.
—Cale a boca, mulher! — ele sibilou para a esposa, o pânico em sua voz. Ele a agarrou pelo braço e começou a puxá-la para longe, curvando-se em uma desculpa apressada para Pedro. — Dr. Rocha! Mil perdões, um terrível mal-entendido! Minha esposa não está bem, ela... ela confunde as coisas! Com licença!
Ele praticamente arrastou a mulher confusa para longe, desaparecendo na multidão antes que pudesse causar mais danos.
—Vamos. Preciso que um ortopedista olhe seu braço. — disse Clara, a médica nela assumindo o controle.
—Clara, eu estou bem.
—Não discuta. — ela insistiu.
Eles caminharam em direção à ala de ortopedia, mas uma figura bloqueou seu caminho. Arthur não tinha ido embora. Ele estava parado no meio do corredor, esperando por eles, o rosto uma máscara de fúria gelada.

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