A adrenalina da raiva deu lugar a um vazio trêmulo. Clara caminhou pelo estacionamento do hotel, os pés se movendo por puro instinto. O som dos saltos de outra pessoa ecoou ao seu lado.
—Clara, espere! Você não está bem para dirigir.
Era Pedro. Ele a alcançou, o rosto cheio de uma preocupação genuína.
—Eu te levo para casa.
Antes que ela pudesse responder, passos pesados e furiosos se aproximaram por trás.
—Ela não vai a lugar nenhum com você.
Arthur Montenegro parou na frente deles, o corpo uma barreira de fúria. Ele ignorou Pedro completamente, os olhos negros fixos em Clara. Ele agarrou o braço dela, o aperto forte o suficiente para machucar.
—Vamos embora.
—Solte-a! — Pedro protestou, dando um passo à frente.
Arthur finalmente olhou para ele, um olhar tão gelado que poderia congelar o inferno.
—Fique fora disso.

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