Meses se passaram. O outono chegou a Nova Esperança, pintando as folhas do parque de tons de ouro e vermelho.
Arthur havia saído do hospital. A recuperação física era lenta e dolorosa, um lembrete constante de seu sacrifício.
Ele e Nina haviam estabelecido uma rotina. Eles se encontravam uma vez por semana, para um café, um passeio no parque. Como amigos.
A conversa deles era cautelosa. Ele perguntava sobre a fundação dela, sobre a recuperação de Thiago. Ela perguntava sobre a fisioterapia dele, sobre os negócios da empresa.
Eles nunca falavam sobre o passado. Era um território minado que ambos concordaram em evitar.
Naquele dia, eles estavam sentados em um banco, observando as crianças brincarem.
— O Thiago... ele começou a falar frases completas. — disse Nina, um sorriso genuíno iluminando seu rosto.
— Fico feliz em ouvir isso. — disse Arthur.

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