Entrar Via

Seis Anos em Vão romance Capítulo 185

Arthur Montenegro permaneceu em coma por uma semana. Nina ficou ao seu lado.

Não era por amor. Era por dever. O dever de uma médica para com seu paciente. O dever de uma alma para com a alma que se sacrificou por ela.

Ela lia para ele. Relatórios médicos, artigos de jornais. A voz dela era o único som no quarto silencioso da UTI.

Ela o observava dormir, o rosto antes tão arrogante agora pacífico e vulnerável. O homem que a atormentou por seis anos. E o homem que dirigiu seu carro na frente de um caminhão por ela.

Quem era ele, de verdade?

O ódio havia se esvaído, substituído por uma complexa mistura de gratidão, pena e um vazio profundo. O que restava entre eles?

Dona Helena e Guilherme cuidaram de tudo. Os advogados. A imprensa. Os negócios. Eles a protegeram, permitindo que ela se concentrasse em sua própria cura e na de seu irmão.

No oitavo dia, ele acordou.

Ela estava sentada ao lado da cama dele, lendo. Ele abriu os olhos. E a primeira coisa que viu foi ela.

— Clara... — ele sussurrou, a voz rouca pelo desuso.

Ele a olhava, não com a confusão de um homem que havia perdido a memória, mas com uma clareza e um amor que a chocaram.

O nosso preço é apenas 1/4 do de outros fornecedores

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Seis Anos em Vão