No quarto do hospital, Isabela tentou lutar.
— Do que vocês estão falando? Eu sou a vítima aqui!
— Vítima? — Dona Helena riu, um som sem humor. Ela fez um gesto para um de seus seguranças, que colocou um alto-falante sobre a mesa.
A voz de Júlia Montenegro, trêmula, mas clara, preencheu o quarto, seguida pela voz cruel de Isabela, ameaçando uma criança. A gravação era irrefutável.
— Abuso infantil é um crime sério, Dra. Ferraz. — disse o detetive.
Então, a estagiária da sala de cirurgia entrou, acompanhada por seu advogado. Ela contou a história do anestésico trocado, do plano para matar a Sra. Costa na mesa de operação.
— Tentativa de homicídio. — disse o detetive, anotando em seu caderno.
A Sra. Farias também estava lá, tendo sido trazida pela polícia. Ela confessou ter contratado os homens para atacar Thiago, a mando de Isabela.

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