A reunião de família foi interrompida pela chegada de uma equipe de homens de terno. Eram os seguranças de Guilherme, movendo-se com a eficiência de uma unidade de forças especiais.
— A polícia já foi acionada. — disse Guilherme a Clara, a voz agora dura como aço. — Mas não confio neles para agir rápido o suficiente. Meus homens já têm o motorista do caminhão.
Enquanto Clara, agora Nina, ficava com a mãe, processando a maré de emoções, Guilherme Queiroz liberou todo o poder de sua família.
O motorista do caminhão, um homem chamado Jonas, foi "interrogado" em um local discreto. Ele confessou em menos de dez minutos.
— Foi o Rocha! — ele disse, tremendo. — Pedro Rocha! Ele me pagou uma fortuna! Disse que era para ser apenas um susto, para causar um aborto, mas a ordem final era... era para matar.
A confissão foi gravada.
A equipe de Guilherme também garantiu o caminhão, as gravações das câmeras de trânsito e o celular descartável que Pedro usou para dar a ordem. As provas eram esmagadoras.
Ao mesmo tempo, uma equipe vasculhava a vida de Isabela Ferraz. Suas contas bancárias. Suas ligações. Seus associados.

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