O silêncio no carro era um campo de batalha. Arthur dirigia, as mãos apertando o volante, a raiva irradiando dele em ondas.
Clara olhava pela janela, o rosto uma máscara de gelo.
— Você está feliz agora? — ela disse finalmente, a voz desprovida de emoção. — Fez seu show. Marcou seu território. Sentiu-se como um homem?
— Eu fiz o que tinha que ser feito. — ele respondeu, a mandíbula travada.
— Você me humilhou. De novo.
— Eu te protegi! Da sua família estúpida e do seu namorado manipulador!
— Ele não é...
— NÃO O DEFENDA! — ele gritou, batendo no volante.
Eles dirigiram em silêncio por vários minutos. Arthur, percebendo que sua raiva só a estava afastando mais, tentou uma abordagem diferente. A abordagem que ele sempre usava: controle disfarçado de recompensa.

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