— FIQUEM LONGE DA MINHA FILHA!
A voz que gritou não era a de uma viúva enlutada e frágil. Era o rugido de uma leoa.
Aline Mendes, que passara a vida se encolhendo, se colocou na frente de Clara, os braços abertos, o corpo tremendo, mas os olhos queimando com uma fúria protetora.
— Vocês não vão encostar um dedo nela. — ela disse, a voz inabalável. — Esta casa é minha. E esta filha é minha.
A transformação dela chocou as duas velhas harpias, que recuaram um passo.
No exato momento em que a tia-avó se preparava para agarrar Aline, dois carros pretos pararam bruscamente na frente da casa.
As portas se abriram e quatro homens altos de terno saíram.

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