A rejeição de Clara, tão visceral e cheia de nojo, quebrou a fina camada de autocontrole que Arthur vinha mantendo. A gentileza forçada desapareceu, dando lugar ao tirano que ele sempre soube ser.
— Você me acha nojento? — ele rosnou, avançando sobre ela. — Ótimo. Então vamos ver até onde vai o seu nojo quando a segurança da sua família estiver em jogo.
— O que você quer dizer?
— Eu quero dizer que o seu irmão está sob os meus cuidados. Sua mãe está sob a minha proteção. Um telefonema meu, Clara, e tudo isso desaparece. — a ameaça era fria e brutal. — Você vai parar com essa rebelião infantil e vai cumprir seus deveres como minha esposa. Entendido?
Ele a forçou contra a parede, e desta vez, não houve gentileza.

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