O quarto de hotel era escuro, a única luz vindo das janelas do chão ao teto com vista para a cidade. Isabela Ferraz estava deitada na cama, nua, o corpo entrelaçado com o de Pedro Rocha.
— O Arthur está desconfiando. — ela disse, a voz um sussurro preocupado. — Ele rejeitou minha ajuda. Ele está protegendo a Clara.
Pedro riu, um som baixo e sem humor no escuro.
— Deixe-o proteger. Quanto mais ele a protege, mais ele se sentirá culpado quando ela o destruir.
— Nosso plano está funcionando perfeitamente.
— E qual é exatamente o seu plano, Pedro? — ela perguntou, virando-se para encará-lo. — O meu é simples. Eu quero ser a Sra. Montenegro. Mas você... você quer mais do que apenas arruinar a reputação dele.
Ele se levantou da cama e caminhou até a janela, a silhueta nua recortada contra as luzes da cidade.
— Minha avó se chamava Lídia. — ele disse, a voz fria e distante. — Ela era uma jovem humilde, de Petrópolis. E se apaixonou por um jovem rico e charmoso de férias. O nome dele era Eduardo Montenegro.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Seis Anos em Vão