Arthur atravessou a rua a passos largos, a fúria em seu rosto fazendo Pedro se levantar instintivamente.
— Arthur, o que...
Ele ignorou Pedro. Agarrou o braço de Clara e a puxou, arrastando-a em direção ao seu carro.
— Você vem comigo.
— Me solta! Você enlouqueceu?! — ela gritou, lutando contra o aperto dele.
Ele a forçou a entrar no carro e acelerou, deixando Pedro para trás.
Ele dirigiu sem rumo, a cidade um borrão de luzes.
— É por causa dele, não é? — ele rosnou, a voz cheia de um ciúme que ele não conseguia mais esconder. — É por isso que você está tão ansiosa pelo divórcio. Para poder correr para os braços dele!
— Você é inacreditável!
— Eu sou? Ou é você, que chora pela segurança do seu irmão e depois janta com o homem que mandou espancá-lo?!

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