A declaração de Arthur silenciou a sala. A confiança dele em Clara era uma muralha inabalável. O Sr. Costa, impressionado, finalmente assentiu. A cirurgia estava marcada para a manhã seguinte.
Para Isabela, as palavras de Arthur foram como ácido em suas veias. "Minha esposa". "A melhor".
Ele não a estava mais protegendo. Ele não estava mais do lado dela. Ele a havia abandonado publicamente, transferindo toda a sua fé e poder para a mulher que ela mais odiava no mundo.
A inveja e o ódio se transformaram em algo mais sombrio. Desespero.
Se Clara tivesse sucesso naquela cirurgia, sua reputação seria cimentada para sempre. Ela seria a heroína do hospital, a salvadora, a protegida de Dona Helena e, agora, a esposa admirada por Arthur. Isabela seria esquecida, uma nota de rodapé vergonhosa.
Ela não podia permitir.
Se não podia destruir a reputação de Clara com mentiras, ela a destruiria com a verdade. A verdade de um fracasso catastrófico.
Naquela noite, ela se encontrou com uma jovem enfermeira estagiária, a mais nova e mais vulnerável da equipe cirúrgica, em um canto escuro do estacionamento do hospital.
— Eu preciso da sua ajuda, querida. — a voz de Isabela era um sussurro sedutor.
Ela sabia que a família da garota estava passando por dificuldades financeiras.

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