A demissão de Isabela foi um terremoto no hospital. Arthur, que havia assistido ao tapa sem intervir, olhou para Clara. A mulher à sua frente era uma estranha, forjada no fogo que ele mesmo ajudara a criar.
— Eu te devo a verdade, Clara. — ele disse, a voz baixa. — Sobre tudo. Apenas... me dê um tempo. Eu prometo que vou consertar isso.
A promessa dele soou vazia no ar. Confiança era algo que ele havia queimado até as cinzas.
Naquela tarde, Clara foi visitar a Sra. Queiroz. A companhia da senhora e de seu filho, Guilherme, era o único lugar onde ela se sentia em paz.
Enquanto a Sra. Queiroz cochilava, Clara se virou para Guilherme. — Eu preciso de outro favor.
— Diga.
— Meu irmão. Ele está no Hospital da Colina. Arthur colocou seguranças na porta dele.
— Isso é bom, não é?

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