— O que você quer dizer com "não aceita"? — a voz de Clara era gelada ao telefone.
— Exatamente o que eu disse. — a voz de Arthur era calma, quase arrogante. — Eu não vou assinar.
— Então eu vou processá-lo. Vou levar isso ao tribunal.
— Ótimo. — ele respondeu, sem se abalar. — E qual será a sua alegação, Clara? "Meu marido, depois de me ignorar por seis anos, de repente decidiu que quer ser um marido de verdade?" Boa sorte em convencer um juiz com isso.
A audácia dele era de tirar o fôlego.
Ela desligou e marchou para o escritório dele. Ela o encontrou revisando alguns documentos.
— Você não pode fazer isso.
— Eu posso. E fiz. — ele disse, recostando-se na cadeira, parecendo perfeitamente no controle. — Eu não vou te dar o divórcio, Clara. Acostume-se.
A porta do escritório estava ligeiramente entreaberta. Do lado de fora, Isabela Ferraz estava encostada na parede, ouvindo cada palavra, o rosto pálido de choque e raiva. Ele não ia se divorciar dela.
Clara, sentindo uma presença, caminhou até a porta e a abriu de repente.

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