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Seis Anos em Vão romance Capítulo 131

A humilhação pública, selada pelo abraço protetor de Arthur em Clara na frente de sua própria mãe, foi a gota d'água para Isabela Ferraz. Suas táticas habituais — os sussurros venenosos nos corredores do hospital, as pequenas armadilhas sociais — haviam se tornado inúteis. Clara não era mais uma presa fácil que se encolhia com o medo; ela revidava, e pior, Arthur começava a defendê-la. O pânico, frio e rasteiro, se instalou no coração de Isabela. Ela estava perdendo o controle do jogo.

Trancada em seu apartamento luxuoso, que de repente parecia uma prisão, ela andava de um lado para o outro, a mente girando em busca de uma nova estratégia. Se não podia mais quebrar Clara diretamente, precisava encontrar uma rachadura em sua armadura. E toda armadura tem um ponto fraco.

Os pais.

A ideia surgiu como um relâmpago, cruel e brilhante em sua simplicidade. Aline e Geraldo Mendes. Duas pessoas simples, do subúrbio, esmagadas pelo peso do escândalo e aterrorizadas com a possibilidade de seu filho, Thiago, apodrecer na prisão. Eles não eram como Clara, feitos de aço e resiliência. Eram feitos de medo e desespero. Eram manipuláveis.

Um sorriso lento e predatório se espalhou pelos lábios de Isabela. Ela não precisava mais atacar Clara. Precisava apenas envenenar a fonte.

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