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Renascida para a Vingança: O Preço do Amor e da Traição romance Capítulo 31

Florence nem precisou se virar para saber quem era. O café em suas mãos escorregou, e a lata rolou pelo chão.

A lata fez um círculo antes de parar aos pés de um par de sapatos masculinos impecáveis.

Florence se abaixou rapidamente para pegá-la, mas antes que pudesse, sentiu mãos frias e firmes deslizando sobre sua cintura. Era como uma serpente gelada que apertava cada vez mais, prendendo-a contra a mesa de café.

O calor de uma respiração foi se espalhando da sua cabeça até seu ouvido, deixando-a confusa e sem ar.

Os lábios dele quase tocaram sua orelha quando uma voz baixa e carregada de ironia cortou o silêncio:

— Você gosta mesmo de segurar a mão de alguém assim?

O ar quente que ele soltava parecia uma pluma roçando sua orelha, provocando uma coceira incômoda e íntima. Florence queria se afastar, mas qualquer movimento era interrompido pela presença dominante e opressora atrás dela, que a subjugava ainda mais.

A proximidade era sufocante. O calor do corpo dele parecia atravessar a camisa dela, queimando sua pele. Apesar de tentar manter o controle, Florence sentiu suas orelhas ficarem quentes, o vermelho subindo até o rosto.

O homem atrás dela observava seus movimentos contidos, o jeito que ela tentava disfarçar a timidez e o desconforto. Seus olhos escuros mantinham-se fixos nela, enquanto seus dedos na cintura faziam movimentos suaves e lentos.

Florence estremeceu. A voz saiu baixa, quase um protesto:

— Tio... Isso aqui é a casa da família Avery!

— E daí? — Respondeu ele, sem emoção.

— Solte-me... E se alguém nos vir? — Florence segurou a mão dele, que continuava a pressionar sua cintura.

Por um momento, o homem parou. Florence achou que ele finalmente a deixaria em paz. Mas, no instante seguinte, ela foi erguida do chão e colocada sobre a mesa.

Ela mordeu os lábios para não gritar, contendo as palavras que ameaçavam escapar.

Agora, estavam frente a frente. Os olhos dela encontraram o rosto dele, e ela sentiu um nó na garganta.

Lucian, com sua expressão fria e perigosa, a fitava com uma intensidade que parecia atravessá-la. Seus olhos gelados e impiedosos a faziam se sentir pequena, vulnerável. Ele não dizia nada, mas o peso de seu olhar transmitia tudo.

Florence sentiu uma onda de raiva e humilhação crescer dentro dela. Ela estava fazendo de tudo para evitá-lo, mas ele parecia determinado a não deixá-la em paz.

— Esse é o tipo de reação que você chama de "nada a ver comigo"?

Florence sentiu o rosto queimar de vergonha. Sem pensar, pegou a xícara de café ao lado e jogou o conteúdo contra ele.

Lucian, no entanto, pareceu já prever o movimento. Não tentou desviar. Permaneceu imóvel enquanto o café manchava seu rosto e sua camisa. Seus olhos continuaram fixos nela, gelados e impassíveis.

— Eu não sou seu brinquedo! Me solte! — Disse ela, com a voz trêmula de raiva e vergonha.

Lucian balançou a mão, afastando o café do rosto. Em seguida, segurou-a pela cintura novamente e arqueou uma sobrancelha, com um meio sorriso provocador.

— Que tipo de brinquedo é tão rebelde quanto você? Já me bateu, me mordeu, e agora me joga café.

— Me solta! — Gritou Florence, tentando afastar as mãos dele.

Ela lutava para se libertar, mas seus movimentos só fizeram sua blusa subir, revelando parte de sua pele na cintura. A mão de Lucian, quente e firme, estava diretamente sobre a pele sensível dela.

Florence odiava admitir, mas sabia que aquela área era extremamente sensível. O toque dele fazia seu corpo reagir de forma que ela não queria, o que só aumentava sua frustração.

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