Nesse momento, Melissa já havia revirado todos os lados do cachecol, mas não encontrou nenhuma inscrição bordada com o nome “Avery” em linha dourada.
— Não é possível! Deve estar do outro lado!
Ela virou o tecido de um lado para o outro, examinando-o em cada detalhe. Pequeno como era, Melissa o verificou três vezes, mas não encontrou a prova que queria.
Theo, que já estava perdendo a paciência, perguntou com frieza:
— E então? Achou?
Melissa, com os olhos arregalados de desespero, repetia para si mesma como um disco quebrado:
— Eu vou encontrar! Tenho certeza de que vou encontrar!
Foi quando a voz de Lucian soou, calma e cortante:
— Melissa, você está procurando por isso?
Lucian puxou debaixo de seu casaco um cachecol diferente, com o nome “Avery” bordado em letras douradas.
— Como isso é possível? Não deveria ser assim! — Melissa olhou para Lucian, incrédula, como se o mundo estivesse desmoronando ao seu redor.
Lucian jogou o cachecol casualmente sobre o braço da cadeira e disse em um tom indiferente:
— Todo mundo sabe o quanto esse cachecol é importante para mim. Você realmente acha que eu o daria a qualquer pessoa?
Florence, que permanecia quieta até então, teve a sensação de que alguém a observava. Ela ergueu levemente os olhos, mas não viu nada além do vazio.
Melissa, pega de surpresa e humilhada, virou-se furiosa para Florence, como se precisasse despejar sua ira em alguém.
— Florence, se você não tivesse culpa, por que ficou tão nervosa antes?
Florence, que já havia se recomposto, deu alguns passos à frente e respondeu com firmeza:
— Dona Melissa, se alguém roubasse algo seu, você não ficaria preocupada? Além disso, meu cachecol de cinquenta reais não tem nada a ver com o do meu tio. Qualquer um pode perceber a diferença só de tocar. Você não percebeu ou foi de propósito?

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