Sob a orientação de Lucian, Florence parecia completamente desnorteada. Ela engoliu em seco várias vezes, tentando disfarçar sua evidente tensão.
Lucian curvou os lábios em um sorriso de canto, lançando-lhe um olhar de desdém:
— Ainda precisa que eu ensine?
Ao ouvir sua voz, Florence finalmente saiu de seu transe. Tentando parecer calma, ela respondeu:
— Não, tio. Você é o paciente aqui, e eu devo respeitar os mais velhos.
— Não pedi explicações. — Ele estreitou os olhos, sem esconder o tom de reprovação.
Florence mordeu os lábios e, sem perder mais tempo, começou a desabotoar a camisa dele. Por baixo da peça formal e séria escondia-se um corpo que estava longe de ser casto.
Os músculos eram firmes e bem definidos, o abdômen marcado, mas sem exageros. A cintura era estreita e as pernas longas. O cinto, justo na linha da cintura, deixava entrever o começo de uma linha V que não precisava de mais para provocar pensamentos proibidos.
Florence respirou fundo e desviou o olhar, mas Lucian inclinou-se para mais perto dela.
— Desabotoou tão rápido... Já fez isso com mais alguém? — A voz dele não carregava emoção alguma, como se estivesse perguntando algo trivial.
Mas Florence sentiu o peso da pergunta. Até o ar que exalava parecia mais frio. Em tom baixo, ela respondeu:
— Com ninguém.
Ele, no entanto, continuou como se não a tivesse ouvido:
— Ronaldo?
— Não! Além de... — Florence interrompeu a frase, fechando os lábios rapidamente.
Ele não parecia disposto a deixá-la escapar.
— Além de quem?
Florence manteve a boca cerrada, mas, pelo canto do olho, viu o sangue escorrendo do ombro dele até o peito.

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