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Renascida para a Vingança: O Preço do Amor e da Traição romance Capítulo 16

Na entrada da universidade, ainda vazia nas primeiras horas da manhã, Florence foi puxada para dentro do carro por Lucian. Não importava o quanto ela resistisse, a força dele sempre a trazia de volta.

Ela ergueu os olhos, exausta, apenas para perceber que ele parecia se divertir com a situação. Era como se suas tentativas de se desvencilhar fossem um jogo para ele, um tipo de provocação que ele apreciava.

Florence estava cansada demais. Seus braços, antes tensos, caíram ao lado do corpo.

Lucian, no entanto, não parou. Puxou-a para mais perto, segurando-a pelo queixo e passando os dedos pela testa dela, que ainda estava vermelha pelo impacto.

— Parece que você não aprende, né? Por que saiu do hospital?

Ele falava com uma leveza inquietante, como se não fosse ele quem, do lado de fora da enfermaria, tivesse insistido na conciliação.

Florence o encarava, tentando decifrá-lo. Era como se, mesmo depois de tanto tempo, ela ainda não conseguisse entender quem ele realmente era.

Diante do silêncio dela, Lucian apertou o queixo de Florence entre os dedos com mais força. Ela parecia uma marionete em suas mãos, manipulada ao bel-prazer dele.

A humilhação a consumia. Com os dentes cerrados, Florence deu um tapa brusco na mão dele. O som ecoou pelo carro, alto e claro.

O silêncio que se seguiu foi sufocante.

Na pele pálida de Lucian, as marcas dos dedos dela ficaram nítidas.

Por um breve instante, Florence sentiu um tipo de pânico inexplicável, mas logo virou o rosto, tentando esconder a expressão.

— Tio, obrigada pela preocupação. Você tem tanta coisa para fazer… Melhor eu não atrapalhar.

Sem esperar resposta, ela tentou abrir a porta do carro. Mas, com um clique seco, ouviu o som da trava automática. A porta estava trancada.

Do lado de fora, Cláudio pareceu entender o recado e virou de costas, afastando-se discretamente.

O espaço agora fechado fez Florence lembrar, de forma visceral, da sensação de Gabriel pressionando seu corpo. O coração dela começou a bater descompassado.

Lucian permaneceu sentado, tranquilo, enquanto acendia um cigarro. Em poucos segundos, a fumaça branca tomou conta do carro, tornando difícil até enxergar o rosto dele.

Então, ela ouviu sua risada baixa, carregada de desdém:

— Me drogou, dormiu na minha cama e agora quer fingir que nada aconteceu?

— Não fui eu! — Florence retrucou, a voz carregada de frustração e cansaço.

— Provas.

Ela não tinha provas. Não sabia o que realmente havia acontecido naquela noite, nem por que havia acordado no quarto dele. E, no final, o que a condenava era o fato de que, em algum momento, ela não resistiu. Foi por vontade própria.

— Quando subiu na minha cama, não pensou que eu tinha uma noiva? Florence, você tem certeza de que não quer?

Florence engoliu seco. Em um instante, sentiu o calor dominando sua garganta enquanto os lábios de Lucian marcavam sua pele com autoridade.

A respiração dele ficou mais pesada conforme os beijos desciam. Quando alcançou o peito dela, onde Gabriel havia deixado sua marca, Lucian, com raiva, se certificou de cobri-la com a sua própria.

— Me solta… Me solta… — Ela sussurrou, a voz fraca e quebrada, mas continuou resistindo. Ela precisava sair dali.

Mas um homem que já havia tomado uma decisão dificilmente recuaria. Lucian não dava atenção às tentativas dela de escapar. Ele queria que Florence entendesse o preço de provocá-lo.

Até que o som insistente de um telefone interrompeu o momento.

Lucian, ainda acariciando a pele dela, pegou o celular com calma e atendeu.

Do outro lado da linha, a voz desesperada de Daphne ecoou:

— Lucian, me ajuda! Tem alguém tentando me matar! Ahhh!

O desejo que transparecia em Lucian parecia inabalável. Mas por Daphne, ele parou. Não só parou, como ignorou o estado descomposto de Florence, com as roupas desalinhadas, e ordenou que Cláudio entrasse no carro e dirigisse.

Encolhida em um canto, Florence segurava as roupas contra o corpo. Mordia o interior da boca com tanta força que quase sentia o gosto de sangue.

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