O chefe realmente deixava as pessoas confusas,
Como se de repente mandasse fechar a ST Capital e começar do zero.
Não era porque o negócio não ia bem, mas sim fechá-la por iniciativa própria.
Disse algo sobre não deixar pontas soltas, simplesmente encerrando a empresa de vez.
E a outra empresa não foi fechada para depois abrir. Foi aberta há meio ano, como se já houvesse um planejamento prévio.
— Isso não é crime?
Valentina sorriu de leve do outro lado da linha: — Só vai fazer os outros cometerem crimes.
...
Naquele dia, Valentina foi tratar os dentes. Deitada na cadeira de dentista, ela, que sempre teve medo de dor, ficou tensa ao ser tocada pelos instrumentos.
Ela franziu o rosto pálido, com a respiração ofegante, segurando a mão de Beatriz Meirelles com uma das mãos, sem conseguir evitar gemidos baixos.
A dentista era prima de Beatriz Meirelles.
Ela usava o cabelo ondulado preso em um rabo de cavalo alto e usava uma máscara grande.
Ao ver a cena, parou o que estava fazendo e brincou, com os olhos sorridentes: — Pequena Valentina, não gema assim na frente dos homens, eles não vão aguentar. Você não sabe o quanto é bonita...
Beatriz disse ao lado: — Nem fale em gemer, mesmo que ela se agarre no Henrique Bittencourt como um coala, ele não tem reação. A minha Valentina também tem nível de rainha do baile. Aquele Henrique deve ser cego por não vê-la e ainda a prejudicar tanto...
Marina Meirelles riu. Ela também vinha de uma família tradicional e conhecia Henrique. Desde pequeno, Henrique era aquele tipo de garoto exemplar: calmo, brilhante e perspicaz.
— Esse garoto Henrique tem tanto autocontrole assim?
Valentina abaixou os olhos e não disse nada. Marina continuou abrindo a boca dela e perguntou enquanto a tratava: — Com que idade você se agarrou a ele como um coala?

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