Quando Valentina desceu da mesa tremendo, Henrique a segurou. Desde que ele disse aquelas palavras, ela ficou rígida pelo resto do tempo.
— Vou te levar para a cama, você pode não estar acostumada aqui.
Ele terminou de falar com a voz rouca, e Valentina, pálida, deu-lhe um tapa.
Henrique segurou o pulso dela, apertando os olhos estreitos. — O que está fazendo?
O peito de Valentina subia e descia rapidamente, com humilhação e ódio nos olhos. Ela teve o pulso firmemente preso por ele, sem conseguir se soltar nem um pouco, e só pôde encarar o homem à sua frente, com a voz tremendo de forma incontrolável: — Eu odeio como você me pressiona, pisoteando minha dignidade como bem entende! Henrique, até quando você vai me torturar?
Henrique a olhou fixamente. — Você sente algo por mim, por que não admite? Seu corpo é mais honesto que a sua boca.
Valentina puxou o pulso com força, os ombros tremendo levemente. — Não sinto nada! Só sinto nojo.
— A sua habilidade de virar as costas está cada vez mais rápida, agora basta colocar a calcinha para mudar de atitude.
Irritada, Valentina pensou naquela arma longa e correu cambaleando até a estante.
A arma longa estava encostada silenciosamente no canto, o metal rígido refletindo uma luz branca, mas, no instante em que seus dedos a tocaram, ela percebeu em pânico que não tinha ideia de como usá-la.
Seu olhar vagou em pânico, e ela de repente viu uma adaga militar.
O cabo pesado se ajustava perfeitamente à sua mão.
Valentina a pegou e puxou a lâmina da bainha de forma brusca.
O corpo da adaga era liso, a lâmina fina e afiada.
— Já chega de brincadeira. — Henrique olhou para ela. — Garotas não devem mexer com armas ou facas.
Valentina apontou a faca para ele. — Vá para o inferno...
No momento em que ela cerrou os dentes para esfaqueá-lo, ele se moveu rapidamente, prendeu o pulso fino dela com a mão grande e, em um instante, torceu o braço que segurava a faca com força para trás das costas dela.
— Ugh!
Uma dor aguda explodiu pelas articulações, a adaga militar caiu no chão com um baque pesado, quicando e rolando a meio metro de distância.
A força dela era insignificante diante dele; debater-se, contorcer-se e lutar desesperadamente pareciam apenas os arranhões de um gatinho.


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