Na vida passada, ela também havia sido espancada por Letícia Mendes.
Em confrontos diretos, ela nunca conseguia derrotar Letícia.
Assim que esse pensamento surgiu, sentiu gosto de sangue na garganta e cuspiu.
Sentiu um dormência e um espaço vazio na boca. Quando tocou, percebeu que havia perdido um dente.
Valentina estendeu a mão e, aos poucos, formou um punho. Lembrou-se do que o tio dissera antes de ir embora:
[Você pode usar truques sujos pelas costas com essa Letícia Mendes, mas jamais entre em conflito direto. Já a vi de vestido decotado nas costas e ela deve ter treinado luta.]
A espuma de sangue escorreu do canto da boca. Valentina parecia um camarão com ossos quebrados, encolhida no chão.
No segundo anterior antes da consciência se dissipar, ela pronunciou duas palavras com dificuldade, num fio de voz:
— ...Tio.
Em seguida, desmaiou por completo.
...
Do outro lado, Henrique Bittencourt tinha um evento social inescapável naquela noite.
Entre brindes na sala VIP, os garçons entravam e saíam. Uma das garotas, que ainda tinha jeito de estudante, aproximou-se com os pratos. Em seu pulso havia uma pulseira de quartzo rosa balançando levemente sob a luz.
O olhar de Henrique parou repentinamente.
Quase por instinto, ele estendeu a mão e segurou o pulso da garota.
O movimento brusco calou o ambiente. Os outros pensaram que o jovem Bittencourt havia se interessado...
Mas o ouviram soltar a mão primeiro, com um tom neutro: — Desculpe.
Fez uma pausa e acrescentou uma frase, como se explicasse: — Minha namorada também tem uma igual.
As pessoas presentes ficaram perplexas.
Antes planejavam seguir o fluxo e arranjar um caso amoroso. Só então entenderam que Henrique não estava interessado nela; ele se importou com a pulseira.
— Essa pulseira... Onde você conseguiu? — Henrique olhou para a garota.
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