O olhar de Serena Alves gelou.
Ela respondeu imediatamente:
— Não entre em pânico. Mantenha a calma, fique em um lugar com muitas pessoas e não ande sozinha. Vou avisar Ravi Lucca para mandar alguém te buscar. Me mande sua localização.
Após encaminhar a localização de Viviane Lacerda para Ravi Lucca, uma dúvida surgiu nos olhos de Serena Alves.
Viviane Lacerda era filha de uma ex-subordinada de sua mãe no Grupo Alves.
As duas mantiveram contato esporádico ao longo dos anos.
Recentemente, após se formar na universidade, Viviane soube que Serena Alves havia assumido o Grupo Domingos e se candidatou a uma vaga, tornando-se sua assistente.
-
InovaBr Tech, no escritório.
João Alves estava sentado em uma grande cadeira de couro.
À sua frente, uma pilha grossa de documentos: as provas das irregularidades de Hector Domingos durante seu tempo no Grupo Domingos.
Seus dedos batiam nervosamente na capa do arquivo, o ritmo acelerado.
Seu olhar era sombrio, o rosto inexpressivo, exceto pela fúria que fervia em seus olhos.
A porta do escritório foi batida.
Seu assistente, Sandro Souza, entrou e parou respeitosamente em frente à mesa, com a cabeça ligeiramente inclinada, sem ousar encarar João Alves nos olhos.
— Diretor Alves, o que o senhor ordenou foi feito. As notícias negativas sobre o Grupo Domingos já começaram a se espalhar na internet.
— Nossos parceiros também já receberam o "alerta de risco" que enviamos. Duas empresas já indicaram que suspenderão a cooperação.
— Muito bem.
A voz de João Alves era gélida.
— Envie um e-mail para Serena Alves. Anexe parte dessas provas e diga a ela: ou retira a queixa, ou eu levarei o Grupo Domingos à falência completa.
— Sim, senhor.
Respondeu Sandro Souza e, quando estava prestes a se virar para sair, foi interrompido por João Alves.
— Espere.
João Alves ergueu os olhos para ele.
— Alguma notícia de Roberto Serra?
— Ainda não.
Sandro Souza balançou a cabeça e hesitou.
— No entanto, parece que o diretor Pacheco retornou ao país.
— Diretor Pacheco?
Por um momento, João Alves não se lembrou.
— Marcos Pacheco, o diretor Pacheco.
De simples motorista, tornara-se seu assistente pessoal.
Aparentemente, gozava de sua total confiança, mas na verdade, já estava nas mãos de Marcos Pacheco.
Seu filho estudava no exterior e estava secretamente sob o controle dos homens de Marcos Pacheco.
Ele não tinha escolha a não ser seguir as ordens de Pacheco, agindo como seu informante ao lado de João Alves.
Havia coisas nas quais, uma vez envolvido, nunca mais se conseguia sair.
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Em uma vila isolada nos subúrbios da cidade.
Talita Alves estava sentada em um sofá macio.
Diante dela, uma taça de vinho tinto, o líquido escarlate deixando rastros na parede de cristal.
Ela vestia um vestido de alta costura da última coleção e sua maquiagem era impecável, mas nada disso conseguia esconder a hostilidade e a inquietação em seus olhos.
Marcos Pacheco estava sentado em uma poltrona em frente a ela, segurando um arquivo.
Ele folheava os documentos lentamente, com um sorriso enigmático no rosto, exalando uma aura impenetrável.
— Sr. Pacheco, houve alguma reação do lado de Serena Alves?
Talita Alves não conseguiu se conter e perguntou, com um toque de urgência na voz.
Seus dedos apertavam a taça com tanta força que as juntas ficaram brancas.

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