Ao ouvir aquilo, um pensamento percorreu a mente de Murilo Vieira.
Aquele homem, Marcos Pacheco, era muito provavelmente a pessoa por trás de Márcia Nunes.
O doador desaparecido também fora, muito provavelmente, levado por seus homens.
Ou talvez, tudo isso fosse um jogo armado por ele desde o início.
Ele estava o avisando para não continuar ajudando Serena Alves a lidar com Márcia Nunes?
Pensando nisso, Murilo Vieira curvou os lábios em um sorriso.
Usar tais métodos para ameaçá-lo... eles o subestimavam demais!
Serena Alves abriu a porta e entrou no quarto.
Viu Murilo Vieira recostado na cabeceira da cama, coberto por um fino edredom de seda clara, enquanto falava ao telefone.
A pessoa do outro lado da linha disse algo, e ele ouviu com os olhos semicerrados, exalando uma aura gélida.
Serena Alves parou por um instante, surpresa.
Aquele Murilo Vieira lhe parecia um pouco estranho.
Ao ver Serena Alves entrar, a austeridade de Murilo Vieira se dissipou.
Ele sorriu para ela e então disse ao telefone:
— Aumente o pessoal. Foque a busca em um raio de cinco quilômetros ao redor do local do desaparecimento do doador. Uma varredura completa.
— Além disso, investigue todo o histórico de Marcos Pacheco, incluindo suas conexões com a família Alves há vinte anos, seu império comercial e os principais membros de sua equipe. Quero os resultados em três horas.
Vendo que Murilo Vieira havia desligado, Serena Alves se aproximou e sentou-se na beira da cama.
— Você viu a mensagem que eu te enviei? — disse ela, apressada.
— Talita Alves acabou de ligar, disse que voltou ao país.
— Pelo que ela deu a entender, o desaparecimento do seu doador de células-tronco tem a ver com ela.
Ouvindo-a despejar as palavras de uma só vez, Murilo Vieira segurou sua mão para acalmá-la.
— Calma.
Ele contou a Serena Alves sobre as informações que havia recebido, mencionando que haviam descoberto o nome do mandante: Marcos Pacheco.
Com as palavras de Murilo Vieira, o quarto mergulhou em um breve silêncio.
O cheiro de desinfetante no ar fez Serena Alves se sentir ainda mais culpada.
Ela pensou um pouco e contou a Murilo Vieira o que Henrique Serena havia dito na cafeteria.
— Tenha cuidado. Vou mandar alguém segui-la secretamente. Se algo acontecer, me ligue imediatamente. Não se arrisque.
O coração de Serena Alves se aqueceu.
Ela murmurou um suave "uhum" e se aninhou em seus braços, sentindo o batimento cardíaco forte dele.
A inquietação em seu coração gradualmente se dissipou.
Inoportunamente, seu celular vibrou.
Serena Alves pegou o aparelho e viu que era uma mensagem de sua assistente, Viviane Lacerda.
Ela abriu a mensagem.
— Serena, tem alguém me seguindo. Há pouco, um homem fingiu ser um transeunte e veio falar comigo, perguntando sobre você e sobre a doença do diretor Vieira. Não ousei dizer muito. Agora estou escondida em uma cafeteria de um shopping.
A mensagem era seguida por uma foto tirada às escondidas.
Na foto, um homem de terno preto, de postura ereta e rosto sério, estava parado na esquina da rua.
Seu olhar estava fixo precisamente na direção de onde Viviane Lacerda estava.
Claramente um segurança profissional.

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