Entrar Via

Renascida em Chamas: O Adeus de Serena Alves romance Capítulo 385

No instante em que Murilo Vieira viu a mensagem, o brilho em seus olhos diminuiu.

Ele respirou fundo, bloqueou a tela do celular e, ao se virar para Serena Alves, seu rosto já havia recuperado a calma.

— Nenhuma notícia ainda?

Serena Alves perguntou em voz baixa, com um tom cuidadoso.

— Sim, a triagem inicial não deu resultado.

— Fernando Laranjeira já entrou em contato com outras agências.

A voz de Murilo Vieira era neutra, mas não conseguia esconder uma ponta de decepção.

— Mas não se preocupe, isso é só o começo.

— Ainda temos tempo.

Serena Alves se levantou e caminhou até a cama, segurando suavemente a mão dele.

— Não importa o resultado, eu estarei com você.

O coração de Murilo Vieira se aqueceu.

Ele apertou a mão dela de volta, os olhos cheios de emoção.

— Obrigado, Serena.

A noite se aprofundou, e o quarto do hospital ficou em silêncio, exceto pelo som rítmico dos monitores.

Serena Alves adormeceu debruçada na beira da cama, as sobrancelhas levemente franzidas, como se estivesse tendo um sonho inquieto.

Murilo Vieira olhou para seu perfil cansado, a culpa crescendo em seu coração.

Nos últimos dias, para cuidar dele e lidar com o caso de Márcia Nunes, ela mal havia descansado.

Ele estendeu a mão e gentilmente suavizou a testa franzida dela, o gesto tão delicado como se estivesse tocando um tesouro raro.

"Serena, me desculpe", ele pensou.

"Eu vou encontrar um doador compatível, vou ficar bem, e não vou te decepcionar."

-

Enquanto isso, na mansão da família Alves, a atmosfera era tão opressiva que era difícil respirar.

João Alves estava sentado no sofá de mogno no centro da sala, o rosto tão sombrio que parecia que ia chover.

A xícara de chá em sua mão rangia sob a pressão de seus dedos, os nós brancos, um sinal claro de que sua raiva havia atingido o limite.

Ele bateu a xícara com força na mesa de centro, produzindo um som abafado.

O chá espirrou, manchando o tapete caro.

— Henrique, o que Serena Alves disse?

— Já se passaram tantos dias, como é que ainda não temos notícias?

Quanto ao Grupo Alves, nos últimos dias, ele havia contatado muitos de seus antigos colegas de faculdade e contatos que acumulara, pensando em muitas soluções.

Ele faria o seu melhor para que o Grupo Alves superasse essa crise, e não permitiria que seu pai usasse a submissão de Serena Alves para garantir a estabilidade do grupo.

— Pai, Serena disse que precisa de tempo para pensar, para não a pressionarmos.

Henrique Serena evitou o olhar penetrante de seu pai, falando com um tom neutro, tentando esconder seus verdadeiros pensamentos.

João Alves bufou, claramente insatisfeito com a resposta, a raiva em seu rosto se intensificando.

— Pensar?

— Até quando ela vai pensar?

— Até Márcia Nunes confessar tudo, até o Grupo Alves ir à falência?

Ele se levantou bruscamente, caminhou até Henrique Serena, encarando-o com olhos frios, o tom cheio de acusação.

— Você acha que eu não sei?

— Quantos segredos do Grupo Alves Márcia Nunes conhece?

— Se ela contar tudo, a família Alves estará acabada!

As pálpebras de Henrique Serena tremeram, o coração apertado.

Ele, é claro, conhecia os riscos, mas ainda assim não queria pressionar Serena Alves.

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Renascida em Chamas: O Adeus de Serena Alves