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Renascida em Chamas: O Adeus de Serena Alves romance Capítulo 383

Ele nunca imaginara que Serena Alves gostava dele.

Durante todo esse tempo, ele pensou que Serena Alves o via apenas como um amigo em quem podia confiar, um parceiro de batalhas.

Nunca pensou que ela tivesse tais sentimentos por ele.

Uma alegria imensa, como uma maré, o inundou instantaneamente, deixando-o quase sem fôlego.

Mas, após essa alegria, o que permaneceu foi uma profunda culpa e um conflito interno.

— Serena, obrigado.

A voz de Murilo Vieira estava embargada.

— Ouvir você dizer isso me deixa muito feliz, tão feliz que estou prestes a enlouquecer.

— Mas eu não posso ser tão egoísta.

Seu olhar se tornou firme.

— Não posso deixar você correr um risco tão grande para ter um filho para me salvar.

— E muito menos deixar você abrir mão da sua vida por minha causa.

— O tratamento para a doença genética não se resume a essa única opção.

— Eu vou encontrar outras maneiras.

— Tenho certeza de que encontrarei outra saída.

Serena Alves, vendo sua teimosia, sentiu-se ao mesmo tempo irritada e aflita.

— Murilo, esta é a única maneira no momento.

— Você vai simplesmente ficar aí e esperar a morte?

— Não é isso que eu quero dizer.

Murilo Vieira segurou a mão dela, sua voz suave, mas firme.

— Eu só não quero que você faça um sacrifício tão grande por mim.

— Confie em mim, eu vou encontrar outra maneira.

Dizendo isso, ele pegou o celular que estava na mesa de cabeceira e, ignorando os protestos de Serena Alves, ligou diretamente para o professor de Fernando Laranjeira.

A chamada foi atendida rapidamente, e uma voz idosa, mas enérgica, soou do outro lado.

— Murilo? Como você está se sentindo?

— Prof. Silva, estou bem.

— Mesmo com alívio temporário, não duraria muito tempo.

A mão de Murilo Vieira que segurava o celular tremia levemente, seus olhos cheios de conflito e dor.

Será que realmente só havia aquela opção?

Ele realmente teria que deixar Serena Alves fazer um sacrifício tão grande por ele?

— Prof. Silva, não há absolutamente nenhuma outra opção?

Murilo Vieira perguntou, sem desistir, sua voz carregada de uma súplica mal disfarçada.

O Prof. Silva ficou em silêncio por um longo tempo antes de dizer lentamente:

— Murilo, não é que eu não queira ajudá-lo, mas sua condição é realmente única.

— No momento, na comunidade médica, não há métodos melhores.

— A menos que seja possível encontrar células-tronco com uma compatibilidade extremamente alta.

— Não necessariamente de um parente de sangue, mas a probabilidade disso é muito baixa, quase nula.

Uma pequena centelha de esperança se acendeu no coração de Murilo Vieira.

— O senhor quer dizer que células-tronco de um não parente também podem ser compatíveis?

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