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Renascida em Chamas: O Adeus de Serena Alves romance Capítulo 369

Ela não estava com disposição para formalidades e foi direto ao ponto.

— A doença genética do avô, Murilo Vieira também tem.

— Desta vez, o ferimento desencadeou uma crise aguda, e ele precisa de células-tronco de um parente de sangue para sobreviver.

Ela olhou para Gabriel Serra, com um olhar suplicante.

— Vocês são irmãos por parte de pai. Você é o único que pode ser compatível.

— Espero que você vá ao hospital fazer o teste de compatibilidade e, se for bem-sucedido, doe suas células-tronco para salvar a vida dele.

A expressão de Gabriel Serra não mudou em nada, como se tivesse ouvido algo insignificante.

Um sorriso zombeteiro surgiu em seus lábios.

— A vida ou a morte de Murilo Vieira, o que eu tenho a ver com isso?

— Vocês são, afinal, irmãos por parte de pai.

Ao ouvir isso, Gabriel Serra sentiu uma pontada no coração.

Seu olhar finalmente mudou.

Ele se lembrou de ter dito algo semelhante a Serena Alves uma vez.

Na época, não pareceu nada demais, mas agora, ao ouvir, soava tão áspero.

— Irmãos? Aquele filho ilegítimo, ele é digno?

Gabriel Serra zombou, seu olhar se tornando frio.

— Serena Alves, como minha esposa, você quer que eu salve outro homem. O que te faz pensar que eu concordaria?

Serena Alves não era ingênua a ponto de pensar que Gabriel Serra concordaria facilmente.

— Eu já denunciei o caso da barriga de aluguel à polícia. Se você estiver disposto a salvar Murilo Vieira, eu posso retirar a queixa.

Essa era a maior concessão que ela poderia fazer.

No entanto, Gabriel Serra balançou a cabeça, seu olhar ainda mais profundo.

— Não é o suficiente.

Serena Alves ficou atônita.

— O que mais você quer?

— Quero que você retire o pedido de divórcio e tenha outro filho.

A voz de Gabriel Serra era autoritária e inquestionável.

— Continue sendo minha Sra. Serra, fique ao meu lado.

— Impossível.

Serena Alves balançou a cabeça sem pensar.

— Gabriel Serra, não há mais possibilidade de sermos um casal.

— Você sabe muito bem que não há mais sentimentos entre nós. Mesmo que eu ficasse ao seu lado, seria apenas uma casca vazia. Que sentido isso teria?

— Se tem sentido ou não, sou eu quem decide.

O sorriso de Gabriel Serra era displicente.

— Serena Alves, você não tem escolha.

O coração de Serena Alves parecia ser apertado por uma mão invisível, doendo tanto que ela mal conseguia respirar.

Ela fechou os olhos.

A imagem de Murilo Vieira se colocando na frente dela para protegê-la, sua aparência sem vida na cama do hospital, o olhar suplicante de Antônia Vieira implorando para que salvasse seu pai, tudo passou por sua mente.

Ela não podia deixar Murilo Vieira morrer.

Ela abriu a boca, prestes a falar, quando se lembrou das palavras de Antônia Vieira antes de sair.

— Tia, para mim e para o papai, você é a mais importante. Não aceite nada estranho do tio Gabriel.

Serena Alves ficou em silêncio por um longo tempo antes de dizer:

— Deixe-me pensar.

— Certo.

O olhar de Gabriel Serra escureceu.

Ele não deixou de notar a hesitação dela.

E foi precisamente por causa dessa hesitação que ele sentiu um nó na garganta.

Quem diria que Murilo Vieira era tão importante para Serena Alves!

O celular em seu bolso tocou insistentemente, quebrando a tensão no escritório.

— Serena!

A voz de Felipe Lacerda, urgente e animada, veio pelo telefone, carregada de uma excitação contida.

— O médico militar chegou ao hospital! Ele está tratando Murilo agora, e disse que ele vai acordar assim que o tratamento terminar!

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