Antônia era a governanta.
Vendo Enzo franzir levemente a testa e prestes a abrir a boca para recusar, Helena rapidamente segurou a mão dele.
Eles então concordaram.
Despediram-se da Dona Rossi e cuidaram dos procedimentos de alta.
Os dois entraram no carro Lincoln preto, em um ambiente silencioso.
— Amanhã, posso me mudar para a mansão e morar com você?
— Helena Martins, nosso casamento é de conveniência.
Os dois falaram quase ao mesmo tempo.
A expressão nervosa de Helena se transformou em surpresa, olhando para os olhos escuros e plácidos de Enzo:
— Você não disse que precisávamos de um casamento?
— Não quer um Casamento de Conveniência? — A voz de Enzo saiu fria, como se ele tivesse feito a vontade dela e ela ainda não estivesse satisfeita.
Helena balançou a cabeça:
— Não é isso.
O Casamento de Conveniência era a melhor opção.
Ela não queria que a mãe soubesse pelas notícias de que ela havia se casado novamente com uma família rica.
Sua mãe não iria aceitar.
A mãe ainda esperava que ela pudesse se casar com um cientista ou um funcionário público, um homem com emprego estável e vida simples.
— Um casamento simples — ele disse calmamente.
Ela então assentiu.
Logo ouviu ele perguntar:
— Quer morar comigo?
— Sim — ela viu que ele a olhava surpreso e apressou-se a explicar. — A avó mandou a Antônia vir cuidar da gente, tenho medo de ser descoberta.
Ela queria ir lá para ficar de olho nele.
Para não deixá-lo beber mais.
As pupilas de Enzo escureceram, e ele a encarou calmamente por um bom tempo, até recolher o olhar e encostar-se no banco de couro, fechando os olhos.
Helena olhou para o rosto bonito, porém pálido de Enzo, e tomou uma decisão: iria competir com aquela garota e conquistar Enzo.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Rainha dos Chips: Ex-marido não tem valor
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