Nesse momento, eram 22h do dia 4 de abril no Vale do Silício.
A distância de 15 horas foi achatada à força por Arthur Ferreira. Com medo de que Enzo impedisse seu avião de entrar no espaço aéreo do Vale do Silício, ele pegou um voo comercial junto com Carlos.
Só conseguia pensar nela, e ao vê-la bem e em segurança, a raiva e o ressentimento tomaram conta do seu peito.
Por que ela havia ido embora sem dizer uma palavra?
Ela sabia o quanto ele estava preocupado?
Arthur Ferreira agarrou a mão de Helena com tanta força que doeu, e sua voz estava fria como gelo:
— Arrume suas coisas, vamos voltar para o país imediatamente.
— Arthur Ferreira, o que você está fazendo?
— Me solte.
Sua Helena começou a se debater violentamente.
Mas quanto mais ela resistia, mais ele a apertava, abraçando-a com força.
Ela já havia descoberto a verdade por meio de Joana Queiroz; tudo o que ele fez foi apenas para absorver a Família Alencar.
Por que ela não podia compreendê-lo um pouco? Fazer um escândalo e vir para o exterior, quase caindo em mãos de uma pessoa perigosa!
Quando o olhar frio dele tocou a umidade nos olhos dela, ele amoleceu a voz, querendo primeiro persuadi-la a voltar:
— Helena, entre mim e Sophia Alencar já acabou. Eu não vou mais vê-la.
— Se você gosta de institutos de pesquisa, não há necessidade de ser funcionária no instituto de pesquisa dos outros.
— O Grupo Ferreira adquiriu o Instituto de Pesquisa Vanguarda e, em breve, vai desenvolver um chip substituto em conjunto com o Instituto de Pesquisa Zenith. Você vai ser a diretora do instituto.
— Pare de fazer birra...
Mas a pessoa em seus braços simplesmente não escutava, debatendo-se violentamente.
O olhar dele escureceu, uma mão prendeu a cintura dela, a outra mão afastou os fios de cabelo bagunçados dela, e o toque macio fez com que seu corpo e mente relaxassem. Suas pontas dos dedos frias seguraram suavemente o rosto dela; fazia muito tempo que ele não a tocava, e tocá-la o deixou cheio de palpitações.
Queria acariciar o rosto dela, beijá-la.
Ao se aproximar, ela de repente congelou.
— O que o seu caso com Sophia Alencar tem a ver comigo?
— Quem disse que eu quero ser diretora para você! Me solte agora! — ela começou a gritar. — Julia, Julia...
Arthur Ferreira franziu a testa, viu Julia correndo apressada para tentar impedi-lo, então segurou a mão de Helena, puxou-a para fora do apartamento e ordenou a Carlos:
— Encontre a Mala Cor-de-Rosa da senhora, os documentos estão lá dentro. Leve com você.
Carlos recebeu a ordem e imediatamente caminhou em direção ao quarto.
Esse era um hábito de anos dela, os documentos sempre ficavam guardados na maleta.
Ele a arrastou para dentro do elevador.
— Arthur Ferreira, me solte!

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