Ele não podia ficar sem ela.
Sem ela, ele não conseguiria viver.
Helena foi surpreendida pelo beijo de Enzo, sentindo a grande mão dele controlar a nuca dela. O calor queimou dali até o lóbulo da orelha e espalhou-se pelas bochechas.
Ela ficou atônita por um instante. Em seguida, ao ouvir movimento na porta do quarto do hospital, levantou a mão e apoiou no peito dele, querendo afastá-lo.
No instante em que sua mão tocou o colarinho da camisa dele...
Ele aprofundou o beijo, envolvendo-a de forma dominadora.
O calor que percorreu todo o seu peito vinha acompanhado de uma dor suave que parecia ficar alojada dentro dela.
Ela arregalou os olhos trêmulos, e as lágrimas fisiológicas de dor embaçaram sua visão. O que ela via vagamente eram seus olhos profundos eram como um abismo escuro, prestes a puxá-la para dentro.
— Enzo... — A voz descontente da Dona Rossi soou.
Só então ela foi solta. Com a nuca ainda segurada por ele, seu rosto foi pressionado contra o peito dele, onde ouviu os batimentos cardíacos acelerados.
Helena encolheu-se nos braços dele, reprimindo a própria respiração ofegante.
Voltou a si.
O que ele tinha dito agora há pouco sobre perdoar?
— Sabendo que não pode beber?
— E como machucou a mão também?
— Você não controlou ele?
A voz de repreensão da Dona Rossi continuou:
— De que adianta dar chilique depois?
Helena finalmente entendeu.
Ele estava atuando de novo, não é?
Vendo que ela ia se irritar...
Mas agora há pouco ela realmente queria se irritar.
Por que ele bebia o tempo todo?
Era de novo por causa daquela garota?
— Fui eu que estava de mau humor, não tem nada a ver com Chloe — a voz quente dele ainda caiu ao pé do ouvido dela com um toque de densidade.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Rainha dos Chips: Ex-marido não tem valor
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