Os médicos injetaram sedativos nele, seguidos por medicamentos para baixar rapidamente a temperatura e estabilizar seus batimentos cardíacos.
Na sua visão cada vez mais turva, uma lágrima caiu do rosto de Helena.
Ele levantou a mão, querendo enxugar as lágrimas dela.
Mas o que ele era dela?
Absolutamente nada.
Ao mergulhar na escuridão, sua mão foi envolvida por algo macio.
Era seu Dengo?
Antes de perder completamente o controle, havia recebido uma ligação do pai.
Viu a foto dele segurando a mão dela.
Arthur finalmente ficou sabendo.
Seu Dengo não era alguém sem ninguém para amá-la.
Só o que não esperava era que Arthur, depois de saber disso, fizesse essa escolha e notificasse seu pai.
— Jovem Mestre Heitor, Jovem Senhora Clarissa, a situação estabilizou por enquanto. — O médico enxugou o suor frio da testa: — Mas não podemos deixar que o Jovem Mestre Enzo beba mais.
— Beber acelera a circulação sanguínea, e se as emoções se agitarem, causa palpitações.
— Certo, muito obrigado pelo esforço.
— Preparei um quarto de hóspedes no andar de baixo. Por favor, descansem lá por enquanto. — Clarissa disse educadamente.
O médico assentiu: — Vamos fazer turnos. Se precisarem de algo, é só nos chamar.
— Quando ele vai acordar? — Helena estava debruçada na beira da cama, segurando a mão de Enzo, e vendo que o médico estava prestes a sair, perguntou apressadamente.
— Com o remédio, ele deve conseguir ter um bom sono. Deve acordar amanhã de manhã.
— A mente do Terceiro Jovem Mestre esteve muito sobrecarregada nos últimos dois anos e seu sono é leve. Já que administramos sedativos, espero que ele possa descansar mais um pouco. — O médico disse: — Tentem ao máximo não perturbá-lo.
Helena assentiu e estendeu a mão para puxar o cobertor sobre ele.
Heitor acompanhou os médicos para fora um a um.
Clarissa se inclinou para apoiá-la: — Helena, deixe os guarda-costas cuidarem daqui.
— Você também está cansada, volte para o quarto de Joana para descansar.
Apesar de estar preocupada com Enzo, ficar ali também a fazia temer que o perturbaria, então soltou a mão dele.
Mas sua mão foi repentinamente agarrada com força: — Dengo...
Ao ouvir o murmúrio baixo dele, os olhos de Helena arderam levemente.
Se lhe injetaram sedativos, ele deveria ter desmaiado. O quanto ele deveria estar sentindo falta dessa garota para chamá-la mesmo caindo em sono profundo?
Clarissa falou: — Helena, já que o Enzo te chamou, fique e faça companhia a ele.
— Não... — As pupilas negras e opacas de Helena encolheram ligeiramente.
Ele não estava chamando ela...
Mas o que ele chamou foi Dengo.
O Universo Paradoxal também a chamava de Dengo.

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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Rainha dos Chips: Ex-marido não tem valor
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