Quando Rui abriu a porta do carro, os olhos dela encontraram os de Enzo.
Ela queria conversar com ele, mas não sabia o que dizer, então levantou a mão e acenou.
O rosto do homem estava calmo, e ele a observou até que a porta foi fechada.
O Lincoln afastou-se da área das mansões.
No banco de trás, o olhar de Enzo era sombrio e frio.
— Chefe, eles tomarão cuidado, não deixarão mais pessoas suspeitas se infiltrarem. — disse Rui em voz baixa. — Aquele detetive confessou, foi contratado pelo Sr. Ferreira. As fotos que tirou são estas, já as enviou.
Rui entregou o celular para Enzo.
Ao ver as fotos, o frio espalhou-se por Enzo, e sua voz soou apática: — Faça Otávio Ferreira mudar de lado.
Rui assentiu.
Helena Martins observou o Lincoln desaparecer na noite antes de entrar na mansão. Dengo seguiu atrás dela, tão obediente como se fosse o cachorro dela.
A empregada a levou para o quarto no segundo andar.
Cansada do dia, ela arrumou-se um pouco e foi para a cama dormir.
Ao acordar de manhã, Helena Martins ouviu passos densos. Esfregando os olhos sonolentos, ela olhou para a porta aberta do quarto e viu a empregada da mansão trazer uma mulher elegante para dentro.
A mulher vestia um traje profissional e olhava para ela com um olhar rígido. — Sra. Helena, a Dona Rossi quer vê-la. Por favor, levante-se agora, tome o café da manhã, lave-se, arrume-se e venha comigo.
Helena Martins assustou-se e instintivamente olhou para a empregada da mansão. A expressão da empregada estava contida, parecia ter muito medo daquela mulher, mas ainda assim respondeu a ela.
— Senhora Helena, esta é a governanta Antônia, que trabalha com a Dona.
A esposa de Valentim Rossi não tinha falecido cedo?
Que Dona era essa?
A segunda esposa?
Ela encarou o olhar afiado da governanta.
— Por favor, saia primeiro. — ela disse, um tanto insatisfeita.
A governanta curvou-se levemente e saiu. Ela parecia educada e ordenada, mas o olhar não era nada amigável.
Ao vê-la sair,
Helena Martins tirou imediatamente a coberta e saiu da cama. Pegou o novo celular no criado-mudo e percebeu que tinha esquecido de perguntar a senha, mas sentiu que era 0719. Como esperado, desbloqueou e tocou no único contato na lista.
Marido?
Ao ver o nome do contato, Helena Martins ficou atordoada por um momento, mas ainda assim ligou.
A chamada foi atendida em poucos segundos, e a voz rouca de um homem soou, parecendo ter acabado de acordar: — Hum?
— Sr. Rossi...
— Diga de novo. — A voz dele soou tranquila através do celular.
Helena Martins estava muito ansiosa: — Tem uma governanta aqui dizendo que...
— Querida, ela está lá fora agora, não é?
— Sim!
Helena Martins ouviu o "querida" e seu olhar tremeu de leve.
— Diga direito de novo. — ele disse daquela maneira novamente, como se a estivesse orientando sobre algo.
Helena Martins de repente percebeu o que estava acontecendo, caminhou a passos largos até a porta e fechou-a.
Mas a governanta segurou a porta.
— Sra. Helena, por favor, ande mais rápido.
Ela não a deixava fechar a porta e queria ficar de olho nela.
Helena Martins lançou um olhar para a governanta, caminhou até o banheiro com raiva e bateu a porta do banheiro, mas a porta foi empurrada no segundo seguinte, encontrando o rosto frio, severo, falsamente respeitoso e hipócrita da governanta.
Ela ficou furiosa.
— Marido, a Dona Rossi pediu para me encontrar.

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