— Vou buscá-la no Vale do Silício imediatamente... — A voz de Arthur Ferreira foi interrompida por Julia no celular.
— Senhora?
A expressão atônita de Helena Martins foi despertada pela voz suave de Julia: — Hum?
Julia olhou para trás dela. — O Sr. Rossi está nos esperando.
O estacionamento subterrâneo tinha uma fonte de energia reserva. Neste momento, a visão estava coberta por uma leve aura de luz. Seguindo a indicação de Julia, ela olhou para o homem no banco de trás do Lincoln.
Ele estava encostado cansado no banco de couro, com o corpo afundado no assento e os olhos fechados. Seus cílios projetavam uma sombra escura. Ele já havia adormecido, perdendo a frieza habitual e ganhando uma aura de luz mais suave.
Pensando cuidadosamente no envolvimento dos dois agora, no início ela queria salvar a vida da sua mãe.
E ele bondosamente cedeu o Dr. Guilherme Prado.
Se alguém se aproximou de propósito, foi ela que se aproximou dele.
Ele planejou tudo?
O que ele poderia conseguir dela?
Nada.
Como Arthur Ferreira soube que faltou luz no condomínio onde ela morava? Será que ele mandou alguém para segui-la?
Pensando nisso, Helena Martins franziu a testa ligeiramente e olhou em volta com vigilância, mas não viu nada.
Rui pegou a bagagem das mãos de Julia. Ela se recuperou do devaneio, caminhou lentamente e sentou-se ao lado de Enzo.
A limusine Lincoln estendida era muito espaçosa. Rui e Julia sentaram-se nos assentos laterais.
O carro saiu lentamente do condomínio.
A janela do carro desceu pela metade, e o vento quente balançou seus longos cabelos bagunçados. Ela olhou distraída pela janela.
De repente, a coxa dela foi atingida.
Ela recuou o olhar um pouco assustada e olhou para baixo. Enzo havia escorregado do encosto do banco, e a cabeça dele estava apoiada em sua coxa.
O carro fez uma curva brusca de repente, e o corpo dele inclinou-se em direção ao chão.
Assustada, ela estendeu a mão e abraçou o pescoço dele, puxando-o de volta.
Ao levantar os olhos e encontrar Rui e Julia, o olhar dela ficou um pouco envergonhado.
Queria perguntar a Rui o que fazer.
— Sra. Martins, estamos quase chegando. — Rui disse em voz baixa, indicando que ela deveria aguentar firme.
Helena Martins não teve escolha a não ser abraçar o pescoço de Enzo e puxá-lo para seus braços.
Felizmente, ele estava de costas para ela, voltado para fora, então não foi muito constrangedor.
Só que através do vestido longo fino e macio, o hálito quente dele batia suavemente na pele entre os joelhos dela, fazendo-a sentir um formigamento constante, deixando suas pernas inexplicavelmente fracas, fazendo-a lembrar daquela noite... Ela só teve de estender a mão e colocar suavemente entre o rosto dele e a perna dela, elevando o rosto dele um pouco. Com isso, seu corpo inclinou-se para frente, diminuindo a distância entre os dois.
Ela olhou para os longos cílios e os traços delicados dele, sentindo o leve cheiro de cedro misturado com o aroma masculino. Seu coração deu um salto no peito. Pegou o celular para desviar a atenção.
Percebeu que Joana havia enviado uma mensagem pelo Whatsapp.
[Helena, por que o seu celular dá número inexistente quando ligo?]
[Não era com você que Enzo iria se casar?]
[De onde surgiu a filha de um conde?]
Número inexistente?
Helena Martins achou estranho e respondeu: [Eu sou Chloe, a filha do conde. A situação é um pouco complicada, falamos em detalhes quando tiver tempo.]
Joana respondeu imediatamente: [Será que foi a identidade que Enzo te deu?]
[Tsc, tsc, eu disse que meu cunhado era burro, e minha irmã não quis admitir.]

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Rainha dos Chips: Ex-marido não tem valor
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