DAMIAN WINTER
— Eu vim ver meu filho.
A frase ficou suspensa no ar, pesada, como se tivesse derramado ácido no chão. Nathan encolheu os ombros e um meio sorriso brincava nos lábios dele, irritante, desafiador.
— Do que diabos você está falando? — questionei, fuzilando-o com ódio.
Ele inclinou a cabeça, como se estivesse explicando algo óbvio demais.
— Estou falando do seu filho, Damian. Ou melhor, do meu filho. Danian.
Um silêncio espesso se espalhou pela cafeteria. Até meu pai, que segundos atrás gritava comigo, pareceu perder a voz.
Nathan deu um passo à frente, as mãos ainda nos bolsos e um sorriso zombeteiro colado no rosto.
— Você realmente acreditou que Sophie tinha um filho seu? Ela nunca teve nada com você, por isso me usou. Usou a semelhança entre nós dois. Você e eu temos a mesma altura, traços parecidos, olhos e até o cabelo. Era o plano perfeito. Você nunca percebeu. Mas o pirra... digo, Danian é meu filho.
O latejar do sangue correndo nos meus ouvidos me ensurdeceu. A raiva me invadiu como uma maré, passando por cada parte de mim.
Meu pai se levantou bruscamente, com o rosto vermelho de fúria.
— Mentira! — ele gritou, chamando a atenção de todas as pessoas na cafeteria. — Isso é uma mentira absurda!
Nathan arqueou a sobrancelha, satisfeito por causar tanto impacto.
— Basta um teste de DNA. E aí você vai ver quem está falando a verdade.
Meu pai olhou para mim, como se esperasse que eu concordasse.
— Nós vamos fazer esse teste. Eu vou mandar providenciar agora mesmo.
Me recuso. Bato minha mão na mesa, fazendo as pessoas em volta se assustarem.
— Não. — Minha voz saiu baixa e fria. — Você não vai fazer nada.
O olhar do meu pai se estreitou.
— Damian, precisamos de provas!
— Eu não preciso de provas! — explodi. — Danian é meu filho. Meu filho e acabou! Eu não preciso de um maldito exame para confirmar isso.
Nathan riu baixo, como se eu fosse ingênuo.
— Está se enganando, Damian Winte . Você está criando o meu filho.
Foi então que uma força me puxou para trás com brutalidade.
— Damian! — a voz do meu pai me trouxe para a realidade, cheia de autoridade. Ele me segurava pelos ombros, tentando me afastar. — Chega!
Eu me debatia, tentando voltar para cima de Nathan, que estava no chão, ofegante, com o nariz sangrando, mas ainda sorrindo, para me provocar.
— Fica longe do meu filho! — gritei, o peito arfando. — Se chegar perto dele, eu juro que vou matar você!
Meu pai me segurava com toda a força, me impedindo de avançar de novo. Pessoas ao redor já tinham chamado segurança, e alguns enfermeiros apareciam assustados com o barulho.
Nathan, mesmo sangrando, ergueu o olhar para mim, ainda com aquele maldito sorriso.
— Você pode gritar o quanto quiser, Damian Winter... mas logo todos vão saber a verdade.
— A verdade é que ele é meu filho! — gritei de volta, a voz rouca, quase partindo-o em pedaços. — Só meu!
Meu pai finalmente me empurrou para fora do círculo de curiosos, tentando me afastar de vez. Minha respiração estava fora de controle, minhas mãos tremiam. O ódio pulsava tão forte que doía fisicamente.
Antes de virar em outro corredor, olhei mais uma vez para Nathan, ainda caído, rindo como um louco.
Não importa o que ele ou qualquer pessoa diga. Danian é meu. Nada, nem ninguém, vai mudar isso. E eu sou capaz de sujar minhas próprias mãos para garantir isso.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Querido chefe, os gêmeos não são teus!