Neste momento, ele só queria devorar a mulher à sua frente.
Viviane Adrie entendeu perfeitamente a intenção dele, sentindo o rosto queimar de tanta vergonha.
— Não! Eles acabaram de ligar apressando a gente — Viviane Adrie franziu a testa, dando um tapinha leve no rosto dele. — Pare de pensar nessas bobagens e vamos logo, senão vamos nos atrasar.
Orlando Rocha não disse nada. Apenas apertou os braços e a abraçou novamente.
Sentindo a contenção dele, Viviane Adrie não teve coragem de dizer mais nada, permitindo que ele a envolvesse em seus braços.
Em seguida, pousou as mãos nas costas dele e começou a acariciá-lo suavemente, como se acalmasse uma criança.
Depois de um bom tempo, o calor do desejo de Orlando Rocha finalmente se dissipou.
— Você está me mimando como se eu fosse o Daniel? — provocou ele, soltando-a e observando o rosto da esposa, que continuava rubro e encantador, enquanto beliscava de leve a bochecha dela.
— Dizem que os homens são eternos meninos, qual é o problema de te mimar como o Daniel? — respondeu Viviane Adrie, lançando-lhe um olhar de soslaio, com um charme dengoso.
— É, você tem razão. Então me mime mais daqui em diante.
Viviane Adrie ficou sem palavras.
A hora realmente já estava avançada, e Viviane Adrie o apressou mais uma vez.
— Daniel, vamos, é hora de fazer uma visita — chamou Orlando Rocha com alegria, virando-se para o filho e erguendo as mãos.
Daniel largou os brinquedos e levantou-se, correndo até o pai, que o pegou no colo de imediato.
— Papai, por que você está sempre querendo beijar a mamãe?
Viviane Adrie, que retocava a maquiagem, quase borrou o batom ao ouvir aquilo, lançando mais um olhar de reprovação para o marido.
— Porque o papai gosta da mamãe. Quando gostamos de alguém, sentimos vontade de beijá-la — explicou Orlando Rocha com toda a seriedade, sem o menor pingo de constrangimento, enquanto caminhava para a porta com o filho nos braços.
— A gente pode beijar qualquer pessoa que a gente goste? — perguntou Daniel, sem entender muito bem.
— Não é bem assim, meu amor. Você precisa lembrar que não pode sair beijando as meninas por aí — corrigiu Viviane Adrie imediatamente, aproximando-se por trás. — Você deve esperar até fazer dezoito anos. Quando encontrar uma garota de quem goste, e ela também gostar de você, aí sim, com a permissão dela, você poderá beijá-la.
— Aquele ali não é o Senhor Macedo? Ele até ficou esperando no portão — disse Viviane Adrie, avistando Severino Macedo assim que pararam de carro na guarita.
Orlando Rocha também o viu e, assim que o carro entrou, abaixou a janela.
— Fiquei com medo de que vocês não achassem o caminho, então decidi esperar aqui — disse Severino Macedo, aproximando-se com um sorriso.
— Entra aí — disse Orlando Rocha, com um leve aceno de cabeça.
Severino Macedo deu a volta na frente do carro, sentou-se no banco do passageiro e virou-se para cumprimentar Viviane Adrie e Daniel, que estavam no banco de trás.
— Titio! — chamou Daniel, muito educado, sabendo que devia cumprimentar, com sua vozinha doce e infantil.
— Como o Daniel é um bom menino — elogiou Severino Macedo, virando-se levemente.
Ele precisava guiar Orlando Rocha, então, após os cumprimentos, voltou a se acomodar virado para a frente.
— Todo mundo já chegou, só faltavam vocês. Como estavam demorando, minha tia ficou super nervosa, com medo de que tivessem desistido. Por isso saí para dar uma olhada — explicou ele.

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