Cesar Serra levantou-se de repente, agarrou o pulso de Mirella Laranjeira e a puxou do sofá com um gesto firme, caminhando apressado em direção à saída.
Mirella Laranjeira tropeçou atrás dele, sem perder a pose, ainda resmungando:-
— Não era pra gente se divertir hoje? O rapaz bonito que eu pedi nem chegou ainda!
Cesar Serra ouviu aquilo e, ao se virar, seus olhos profundos a fitaram intensamente.
— Está se divertindo?
— Muito! E você também não parece estar se divertindo bastante?
Mirella Laranjeira esfregou o pulso avermelhado e levantou o rosto para ele, sorrindo:
— O que foi? Só você pode brincar e eu não?
— Se gosta tanto de brincar, então aproveite bastante!
Cesar Serra atirou as palavras com frieza e saiu rapidamente.
Mirella Laranjeira ficou parada, observando as costas dele desaparecerem na curva do corredor. O sorriso nos lábios pouco a pouco se desfez.
Nesse momento, o gerente Castro veio apressado atrás dela, estendendo sua bolsa:
— Srª Serra, a senhora esqueceu sua bolsa.
Mirella Laranjeira pegou a bolsa e respondeu de forma distante:
— Da próxima vez, me chame de Srta. Laranjeira.
— Hein? — o gerente Castro ficou confuso.
Ela forçou um sorriso, o olhar enevoado:
— Porque logo não vai ser mais necessário.
Ao sair do clube, Mirella Laranjeira viu que o Maybach preto ainda estava parado em frente à porta.
O vidro traseiro baixou, e o perfil marcado de Cesar Serra se revelou na penumbra.
O assistente Januario Pacheco, ao ver Mirella Laranjeira saindo, instintivamente já ia abrir a porta para descer.
— Dirija.
Veio do banco de trás uma ordem grave.
Januario Pacheco hesitou, olhando para Mirella Laranjeira do outro lado da calçada:
— Mas, senhor, a senhora...

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