Ramon Domingos olhou para o taco de beisebol empurrado no seu peito e pausou por um momento. Levantou a mão para massagear entre as sobrancelhas.
O efeito do álcool já tinha passado pela metade.
— É melhor eu não me aproximar de você, senão você vai dizer que eu aproveitei para chegar perto... — Diana Batista murmurou. Embora ela quisesse se aproveitar da chance para chegar perto, manter a vida era mais importante.
Ela agora conhecia muito bem seu lugar.
Ramon Domingos, com o rosto sério, empurrou o taco de beisebol, trocou os sapatos e, instável, andou até o sofá e sentou. Sua respiração estava acelerada.
Diana Batista também não sabia como cuidar dele, só podia ficar de longe olhando.
Depois de um tempo, Ramon Domingos falou de dentes cerrados. — Me dê um copo de água.
Só então Diana Batista reagiu e correu para pegar um copo de água, entregando-o a ele com muita distância, como se tivesse medo de um bicho papão.
Ramon Domingos se endireitou sem poder evitar, pegou a água e tomou um gole.
— Então... Ramon Domingos. — Diana Batista queria falar com ele sobre se mudar. — Não é conveniente eu ficar aqui com você, e como você bebeu muito e eu não sei cuidar de você, se houver mal-entendido não será bom, que tal amanhã eu me mudar...
Antes que ela pudesse terminar a frase, Ramon Domingos cuspiu um gole de água.
Diana Batista se assustou e correu para segurá-lo, puxando lenços para limpar a água em seu corpo e rosto.
— Como bebeu tanto... Desde pequeno você não tolera álcool. — Diana Batista sentiu um pouco de raiva instintivamente. Ramon Domingos também não cuidava do próprio corpo.
Na verdade... quando ela era a Srta. Batista, Ramon Domingos também tinha muitos jantares e eventos por causa do Grupo Batista. Diana Batista sabia que ele não podia beber. Embora na superfície ela brigasse e fizesse cara feia para ele, pelas costas sempre avisava os parceiros e proibia que servissem álcool para ele.
Mas Ramon Domingos não sabia, e não fazia sentido ele saber.
Diana Batista o apoiou tentando fazê-lo levantar, mas ele estava muito bêbado. Ela perdeu o equilíbrio e caiu junto com ele no sofá...
A respiração ficou ofegante. Diana Batista olhou tensa para o rosto frio dele, que ainda franzia a testa de embriaguez, e se levantou rápido.
— Eu te ajudo a ir para o quarto, amanhã quando acordar, não vá dizer que me aproveitei de você.
Diana Batista explicou e arrastou Ramon Domingos para o quarto.


Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Quando a Lealdade Não Basta, É Hora de Partir
Será que esse Livro irá continuar?...