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Quando a Lealdade Não Basta, É Hora de Partir romance Capítulo 597

— Suas notas na escola não foram boas. O vovô disse para você aprender comigo e você pegou meu dever de casa e deu escondido para o cachorro rasgar! — A voz de Ramon era pesada.

Diana abaixou a cabeça, incapaz de inventar desculpas.

Quando era pequena, sentia inveja das boas notas dele e de como o avô o elogiava. Por mais que tentasse, nunca conseguia superar as notas de Ramon, sempre ficava atrás.

Ela só queria ter um desempenho um pouco melhor. Só queria a atenção do avô.

— Diana, ninguém nasce com a obrigação de ceder a você.

— Mas eu só queria ter algumas coisas, eu... — Os olhos de Diana arderam. Ela não sabia a forma certa de conseguir o que queria.

Ela queria atenção. Djalma Batista só a ensinava a lutar, a roubar, a quebrar a cabeça para encontrar um jeito, mesmo que usando métodos sujos.

Os fins justificam os meios.

Ninguém nunca a ensinara a conseguir as coisas de maneira correta.

— Você precisa ter tudo o que deseja? Como quando queria ser a única filha da família Batista. Você teve medo que Helena Batista voltasse e roubasse o seu lugar, então fez de tudo para prejudicá-la e impedi-la de voltar. Mas a posição de única herdeira da família era sua? E ainda assim você brigou por ela!

Ramon estava realmente decepcionado com ela. Sentia raiva da maldade de Diana, mas ao mesmo tempo via-se sem opções.

— Mas por que eu não lutaria por isso? Eu também sou neta do vovô. Eu só queria um pouco da atenção dele. E eu não queria machucar a Ana Rocha. Todos ao meu redor, meu pai e minha mãe, não paravam de colocar coisas na minha cabeça de que, se a verdadeira Helena Batista voltasse, eu teria que voltar para a favela e viver pior do que um cachorro, eu...

Diana ainda achava que não havia feito nada de errado na época. Ela não deveria ter prejudicado Ana, mas em sua posição, o que mais poderia fazer?

— Certo. Você quer a lua do céu, por que não voa até lá? — Ramon ficou tão irritado com Diana que até perdeu a vontade de mexer nas contas budistas.

— Eu não quero a lua do céu... — Diana desviou o olhar, teimosa; também se sentia injustiçada.

Desde pequena, tudo o que ela quis teve que ser disputado e roubado...

Nada pertencera a ela desde o começo.

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