Ramon Domingos deitou bêbado na cama, e Diana Batista cuidou dele a noite toda.
Embora tenha vindo da favela, Diana Batista retornou muito cedo à família Batista e estava acostumada a ser arrogante e mimada. Ela nunca tinha feito trabalho de servir alguém na vida.
Lavou as mãos, os pés e o corpo dele, fechou os olhos para trocar o pijama, com dificuldade fez ele beber a sopa para curar a ressaca, e esgotada, ficou debruçada na beira da cama suando frio, descansando por um bom tempo.
Servir alguém não era coisa de gente; cansava muito.
Depois de ter certeza que Ramon Domingos estava bem, ela foi embora exausta.
Sempre de olhos fechados, depois que ela saiu, Ramon Domingos abriu os olhos devagar, e aqueles olhos profundos revelavam emoções complexas e indescritíveis, cheios de escrutínio.
Ele a estava observando. Queria saber se o que ela fazia era encenação.
No momento, parecia que ela tinha realmente mudado.
O passado não permitia que ele abrisse totalmente o coração para ela; ainda havia uma barreira, e não tinha certeza se ela estava fingindo desta vez.
...
Na manhã seguinte, ao tomar o café da manhã, Diana Batista raramente via Ramon Domingos, sentado na mesa comendo o café da manhã elegantemente e devagar. Ele não estava a esperando, mas pelo menos era a primeira vez desde que foi morar com ele que podiam tomar café na mesma mesa.
Diana Batista ficou apreensiva, incerta se podia sentar à mesa.
Ramon Domingos a odiava tanto; se ela sentasse lá, será que ele perderia a fome?
Hesitou um instante e decidiu voltar para o quarto e comer mais tarde.
— Não vai comer? — Ramon Domingos perguntou primeiro.
Diana Batista parou. — É que ainda não tenho fome...
— Coma. — Ele falou com voz pesada.
Ela disse "ah", sentou-se comportada e dócil, e comeu em silêncio.
Já não era a mimada arrogante; as cenouras que ela recusava por frescura antes, ela começou a comer agora.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Quando a Lealdade Não Basta, É Hora de Partir
Será que esse Livro irá continuar?...